O valor da inerrância Bíblica

O valor da inerrância Bíblica

Por toda a história da igreja, tem ficado claríssimo e bem entendido que a Bíblia, como Deus no-la concedeu, está livre de erro. À exceção dos grupos heréticos que romperam com a igreja, presumia-se que as Escrituras eram dotadas de total autoridade e dignas de confiança em tudo quanto afirmavam ser factual, quer se tratasse de teologia, quer de história, quer de ciência. Nos dias da Reforma protestante, assim afirmou Lutero: “Quando as Escrituras falam, Deus fala”. Até mesmo seus oponentes católicos romanos tinham essa convicção, embora tendessem a colocar a tradição eclesiástica quase no mesmo nível de autoridade da Bíblia. Desde os dias dos primeiros gnósticos, com quem Paulo contendeu, até o advento do deísmo, no século xviii, não se manifestavam dúvidas com respeito à inerrância das Escrituras. Até mesmo unitaristas como Socíno e Miguel de Serveto baseavam sua posição na infalibilidade das Escrituras. O advento do racionalismo e do movimento deísta, no século xviii, conduziu à modificação drástica da posição de inerrância atribuída à Bíblia. Logo se demarcaram as linhas de separação, com nitidez, entre os deístas e os defensores ortodoxos da fé cristã histórica. Crescente aversão ao sobrenatural dominou a liderança intelectual do mundo protestante durante o século xix, e esse espírito cedeu lugar à “crítica histórica”, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Passou-se a supor que a Bíblia era uma coleção de sentimentos religiosos, compostos por autores humanos, completamente separados e isentos da inspiração de Deus. Se havia um poder tal como o Ser supremo, deveria tratar-se de uma força impessoal que permeia o Universo (perspectiva panteísta) ou que então estaria tão longe do homem a ponto de ser considerado totalmente outro e, como tal, inteiramente incogniscível (a alternativa de Kierkegaard). No máximo, as Escrituras poderiam oferecer apenas um tipo de testemunho que não se poderia comprovar e apontariam para a Palavra viva de Deus. Mas essa realidade jamais poderia ser adequadamente captada ou formulada como verdade proposicional. Na primeira metade do século xx, traçaram-se com clareza as linhas que separavam os evangélicos ortodoxos dos que se opunham à inerrância escriturística. Os teólogos da crise (cujas perspectivas a respeito da revelação encontravam raízes em Kierkegaard) e os liberais, ou modernistas (que subordinavam a autoridade das Escrituras à autoridade da razão humana e da ciência moderna), rejeitaram de modo completo a doutrina da inerrância bíblica. Todos quantos se considerassem evangélicos, quer se intitulassem a si mesmos “fundamentalistas”, quer não, cerraram fileiras para insistir que o at e o nt, como nos foram dados originariamente, estavam isentos de erro de qualquer tipo. Entretanto, na segunda metade do século passado, surgiu uma nova escola, a dos “revisionistas”, que ficou em preeminência, a qual assume uma postura de desafio frente à inerrância bíblica e, ao mesmo tempo, proclama ser verdadeira e integralmente evangélica. A crescente popularidade dessa posição resultou no abandono, por parte de grande número de seminários, antes evangélicos tradicionais, da posição histórica a respeito da inerrância da Bíblia, a qual até então mantinham — e isso até Continue lendo

A Arqueologia e a Arca

A Arqueologia e a Arca

A presença poderosa da Arca da Aliança serviu para dividir o rio Jordão, derrubar os muros de Jerico, destruir as cidades dos filisteus e matar israelitas irreverentes. Com esse tipo de história, a arca foi destinada a se tornar o objeto central dos roteiros escritos para filmes hollywoodianos. Lamentavelmente, isto fez com que algumas pessoas consignassem este artefato antigo ao campo da superstição sagrada. Além disso, há estudiosos que vêem a arca como simples criação literária, uma peça de ficção religiosa projetada para dramas teológicos. Outros afirmam que os exércitos de outras culturas antigas do Oriente Próximo levavam imagens dos seus deuses para as batalhas, e, por isso, são de opinião de que os israelitas tomaram emprestado ou compartilharam esta mitologia regional, tendo sua própria versão desta prática pagã (a arca) para situações difíceis. Pelo contrário, a narrativa bíblica demonstra a singularidade teológica da arca em relação a outras culturas. Ademais, os arqueólogos têm encontrado artefatos que são paralelos à arca, gerando credibilidade à possibilidade de sua existência. A arqueologia também conseguiu fazer uma descrição da arca que é compatível com os dados bíblicos. Primeiramente, vamos considerar a descrição bíblica da arca e, depois, examinaremos exemplos arqueológicos que ilustram seu desígnio. A descrição da Arca A Arca da Aliança (ou Arca do Testemunho) tinha a forma de caixa retangular, medindo aproximadamente 1,20 metros de comprimento, 60 centímetros de altura e 60 centímetros de largura. Este design está indicado pela palavra hebraica aron, que significa “caixa” ou “cofre”. A palavra portuguesa arca vem do latim e também significa “cofre”. O miolo da arca era feito de madeira de acácia (ou de cetim), o que atesta sua origem desértica, visto que árvores de acácia são nativas da região do Sinai. Esta madeira tem tamanha durabilidade que na versão grega do Antigo Testamento, chamada Septuaginta, a palavra é traduzida por “incorruptível” ou “não deteriorável”. Justaposta a esta madeira imperecível havia uma camada de ouro, aplicada para proteção prática e simbolismo religioso. Segundo certa fonte, a madeira era dourada (ou seja, folhada a ouro). Outras fontes informam que o texto hebraico indica que havia caixas finas de ouro no interior e no exterior do repositório da madeira original, formando algo como uma “caixa chinesa”. Desta forma, a arca pode ter sido um recipiente de três camadas (uma caixa de ouro, mais uma caixa de madeira, mais uma caixa de ouro). A porção superior da arca tinha um tabuão de ouro de construção especial chamado “propiciatório” (em hebraico kapporet, “cobertura”). Este tabuão servia como tampa plana para a caixa e encaixava-se numa beira ou “coroa” de ouro que circundava o topo dos quatro lados da caixa exterior e ajudava a manter a tampa no lugar. Esta característica impedia que a tampa caísse acidentalmente e expusesse o conteúdo da arca quando transportada. Em cima da tampa de ouro havia um par de seres alados de nome “querubim”. Tudo isso formava uma peça maciça de ouro. Será que esta é uma descrição fidedigna de um verdadeiro objeto Continue lendo

A arqueologia e a profecia

A arqueologia e a profecia

A arqueologia muito revelou do contexto social e político no qual os profetas proferiram suas profecias arrebatadoras. Entender este contexto dá nova dimensão à realidade e significado do texto bíblico. Este sentimento foi expresso pelo arqueólogo William Dever que, numa entrevista, compartilhou estas palavras: Para mim, a grande emoção a respeito da arqueologia é que ela me permite ler a Bíblia de uma nova perspectiva. Quando leio uma descrição sobre a vida diária em um dos livros proféticos, não estou pensando naquele momento apenas no que o profeta está dizendo, mas estou pensando no século VIII a.C., como era realmente para o israelita comum. Quando leio o texto, eu o leio com uma sensibilidade e compreensão que só um conhecimento da arqueologia pode dar ao texto. O texto torna-se vivo para mim de uma maneira diferente. Contudo, nem todo o mundo partilha do entusiasmo de Dever. Ainda que Dever preocupa-se menos com a palavra dos profetas do que com o mundo deles, não obstante, reconhece que a arqueologia revela que a palavra teve um contexto histórico demonstrável. Para o crente na Bíblia, tal percepção inclui evidências da revelação sobrenatural de Deus na história. Para o cético, porém, nosso mundo é um sistema fechado, no qual não existe a possibilidade de intervenções divinas contrárias à ordem natural observável. Para eles, parece inimaginável que alguém acredite que eventos possam ser preditos, muito menos cumpridos. Mas não se pode fugir do fato de que as páginas da Bíblia estão cheias de profecia. Do Gênesis ao Apocalipse, quase todos os livros registram alguma predição de eventos futuros, centenas já se cumpriram e muitas outras ainda aguardam a realização. Estas profecias não estão pintadas com largas pinceladas, mas com detalhes sutis. Isto posto, a disparidade de somente algumas terem-se cumpridas por casualidade é tão astronômica, que têm de desafiar os céticos a considerar o retrato sobrenatural que elas apresentam. E como parte da história, os eventos profetizados, embora originários do sobrenatural, ainda podem se revelar nas pedras. O período dos profetas O período no qual os profetas bíblicos dizem ter ministrado à nação israelita está apoiado por numerosas evidências de inscrições e de importância histórica. Sem mostrar deferência a pessoas, os profetas chamaram igualmente reis e cidadãos para prestar contas, desviando-os da idolatria quando atendiam as advertências de Deus, mas sofrendo com eles no exílio quando resistiam ao gesto de Deus. A arqueologia pode apresentar as razões práticas que provocaram tais indiciações proféticas, revelar os lugares que eram o assunto das profecias e identificar as pessoas que fizeram ouvido de mercador para com as predições. Deste modo, a arqueologia oferece algumas evidências para a realidade da profecia em si. O propósito da profecia No antigo Oriente Próximo, onde todas as culturas circunjacentes a Israel tinham múltiplas deidades, o contexto da fé de Israel era muitas vezes uma competição entre deuses nacionais. Nesta batalha pela crença, o deus cujas colheitas fossem abundantes, ou de cujo exército saísse vitorioso, era considerado o mais poderoso. No aspecto teológico, Continue lendo

A profecia sobre Ciro

A profecia sobre Ciro

A pessoa e carreira de Ciro II são bem conhecidas pelos registros históricos de Heródoto em Guerras Persas, Xenofonte nas Crônicas de Nabonido e na Narrativa em Versos Persas. Sua primeira campanha militar contra Creso, rei da Lídia, em 546 a.C., também está implícita na predição de Isaías (Is 45.3). Então, em 12 de outubro de 539 a.C., Ciro lançou uma invasão contra Nabonido, rei da Babilônia. Tanto Heródoto quanto Xenofonte descrevem como Ciro sitiara a cidade, mas sua ação fora escarnecida pelos babilônios, que tinham acumulado anos de reservas, pois há muito esperavam uma invasão persa. A arrogância dos bem abastecidos babilônios está retratada no livro de Daniel. Este profeta registrou que mais de mil nobres atenderam um grande banquete, enquanto Ciro e seu exército estavam acampados fora dos muros da cidade (Dn 5.1), fato também notado por Heródoto em Xenofonte. Aqui Daniel não menciona Nabonido, mas o filho dele, Belsazar, cuja função foi confirmada pela descoberta arqueológica de uma inscrição cilíndrica num dos quatro cantos do zigurate em Ur. Nesta inscrição de Nabonido, pertencente ao século VI a.C., Belsazar é chamado de filho primogênito de Nabonido e acha-se incluso na oração do rei, ato reservado somente à realeza. No banquete de Belsazar foram usados alguns dos utensílios sagrados do Templo de Jerusalém, talvez para mostrar que os deuses da Babilônia eram superiores no propósito de fomentar a moral cívica (Dn 5.2-4). Esta ação era em si profética dos eventos futuros, visto que Ciro foi profetizado como aquele que derrotaria a Babilônia e restituiria esses utensílios (Ed 1.7- 11; Is 52.11,12). Depois de Daniel ter interpretado a misteriosa escrita que apareceu na parede durante o banquete, ele profetizou que a Babilônia cairia diante de Ciro (Dn 5.28). Daniel observou que esta profecia foi cumprida “naquela mesma noite”, quando o exército persa invadiu a cidade num ataque surpresa. Na descrição que Heródoto e Xenofonte fizeram sobre como tudo aconteceu, eles confirmam a declaração de Daniel de uma invasão rápida e inesperada. Esses historiadores registram que o ataque veio depois que o exército persa desviou o curso das águas do rio Eufrates, o que fez com que o nível do rio sob os muros da cidade baixasse, tornando o leito do rio acessível às tropas. Desta forma, Ciro subiu ao trono e cumpriu a profecia a longo prazo de Isaías e a profecia a curto prazo de Daniel. O decreto de Ciro No primeiro ano do seu reinado (538 a.C.), Ciro emitiu o decreto que permitiu aos judeus cativos voltarem a Jerusalém e reconstruírem o Templo: O SENHOR, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a Casa do SENHOR, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém. E todo aquele que ficar em alguns lugares em Continue lendo

O mundo dos Patriarcas

O mundo dos Patriarcas

OS PATRIARCAS Lendas vivas ou vidas lendárias? A única história conhecida pelos israelitas durante sua escravidão no Egito era aquela transmitida para eles por seus ancestrais — os patriarcas (“pais que governam”). Era uma história de aliança e promessa entre Deus e seus pais, que dava ao povo de Israel esperança mesmo no meio da opressão. Por esta razão, quando Deus agiu para libertar o seu povo dos egípcios, Ele escolheu identificar-se com os patriarcas — como “O Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó” (Êx 3.6,15,16; 4.5; Lc 20.37,38). Através disso, eles deveriam ter a certeza de sua libertação, pois Deus havia feito uma aliança com os patriarcas, que Ele havia jurado cumprir (Êx 6.3-8). De fato, a prática da circuncisão, que ainda é realizada nos meninos judeus hoje, testifica para a comunidade judaica uma contínua identificação com os patriarcas bíblicos que viveram 4.000 anos atrás. Os patriarcas continuam sendo o pilar central da autodefinição judaica, e a aliança patriarcal continua sendo a base histórica para o direito de Israel à sua terra antiga. Menosprezando os patriarcas Pode parecer um estranho ato de negar a si mesmos quando muitos críticos eruditos judeus se juntam aos seus colegas gentios na crença de que os relatos bíblicos dos patriarcas não são históricos. Posso lembrar bem da primeira vez que tomei conhecimento disso. Eu havia completado meus estudos no Dallas Theological Seminary e era um estudante graduado na Universidade Hebraica de Jerusalém. No Dallas Seminary, as narrativas patriarcais eram ensinadas como história verdadeira, e presumi que fosse do mesmo jeito nesta respeitável instituição acadêmica israelita. Todavia, em meu primeiro dia num curso sobre a história antiga de Israel, o professor, que era um dos mais renomados arqueólogos israelitas, declarou com absoluta convicção: “Abraão nunca existiu, mas seus primos, sim!” O professor continuou explicando que as histórias bíblicas sobre Abraão, Isaque e Jacó eram simplesmente contos do campo que haviam sido passados através dos séculos e que tinham virado lendas (ele usou a palavra saga). Ele disse que os patriarcas foram apenas uma projeção retroativa criada pelos judeus nacionalistas em meados do primeiro milênio (600-400 a.C.). Estes nacionalistas estavam procurando criar um passado glorioso, ainda que não histórico. Para apoiar seu ponto de vista, ele declarou que a evidência arqueológica não sustentava a existência do período patriarcal. Arqueologia à parte, lembro-me de destacar, com minha timidez jovem, que tal visão para os israelitas, cujos reclames territoriais repousavam em parte sobre a aliança abraâmica, e que hoje são assunto de debate internacional, era equivalente a serrar o galho sobre o qual estavam sentados. Hoje, com meu juízo mais amadurecido, eu diria que na verdade derrubaria a árvore toda (veja Rm 4.13; 11.28,29)! Incidentalmente, os cristãos deveriam compartilhar uma preocupação sobre esta visão, porque, no Novo Testamento, Abraão é chamado “pai de todos nós” (Rm 4.16), e crentes em Cristo são considerados seus “filhos” e “descendência, herdeiros segundo a promessa” (G1 3.7,29). Além disso, a historicidade dos patriarcas é aceita Continue lendo

As tumbas dos patriarcas

As tumbas dos patriarcas

No caso dos patriarcas de Israel, a arqueologia tem preservado para nós não apenas suas memórias, mas também seus memoriais. Nós geralmente dizemos de um modo figurado que as pessoas “enterram suas memórias”, mas normalmente esta frase não é usada em sentido literal. Elas geralmente não fazem isso tão literalmente. Porém, quando se trata dos patriarcas (e matriarcas), os lugares de seus sepultamentos ainda estão conosco hoje. Que histórias estas tumbas contam? O lugar do sepultamento dos patriarcas Um dos mais conhecidos e controversos sítios na terra de Israel é a Tumba dos Patriarcas na cidade de Hebrom. O conflito que envolve esta cidade hoje entre judeus e árabes pelo direito a este lugar sagrado é um testemunho de eras a favor da presença dos patriarcas, dos quais ambos os grupos alegam descender. Na Bíblia lemos que depois da morte da esposa de Abraão em Quiriate-Arba (Hebrom), Abraão comprou de Efrom, o heteu, uma caverna para sepultamento para sua família em Macpela (Gn 23.17-20). A Bíblia registra que nas tumbas desta caverna foram sepultados Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Jacó e sua esposa Lia. Indubitavelmente, seu caráter como lugar dos patriarcas fez da cidade a escolha de Deus para a capital do país sob o reinado de Davi (2 Sm 2.1-4; 5.3-5). Sobre a área da caverna hoje permanece de pé uma maravilha arqueológica — uma construção ainda intacta com mais de 2 mil anos. Este edifício, que foi construído para comemorar e preservar o lugar do sepultamento deles, é datado pela maioria dos eruditos como do tempo de Herodes, o Grande. Outros eruditos, porém, acreditam que a construção original é muito mais antiga. Ninguém na história recente explorou o interior da caverna, mas existe evidência da presença de várias tumbas em covas da Era do Bronze Médio I debaixo do prédio. A única entrada para a caverna durante os tempos modernos foi logo depois que Israel ganhou de volta o acesso ao local durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967. Moshe Dayan fez uma garota israelita bem magra, chamada Michael, passar através da única entrada disponível para a caverna, uma entrada de ar de onze polegadas dentro do nível superior da construção. Enquanto sentia seu caminho em completa escuridão, ela media e fotografava um longo corredor (cerca de 19 metros) e 16 degraus que levavam a uma câmara maior. Além da presença de vários blocos de pedra, que podiam ser pedras de tumbas (uma estava escrita em árabe com palavras do Alcorão), nada deste ponto em diante podia ser examinado. Visitantes à Tumba dos Patriarcas hoje não podem nunca entrar exceto no nível superior do edifício, onde centotaphs (tumbas comemorativas) dos patriarcas e matriarcas podem ser vistas. O lugar do sepultamento de Raquel De acordo com a Bíblia, dois membros da família de Abraão não foram incluídos na caverna de sepultamento — a esposa favorita de Jacó, Raquel, e seu estimado filho José. José foi enterrado em Siquém (moderna Nablus), mas o lugar de seu Continue lendo

A historicidade do Êxodo

A historicidade do Êxodo

Estabelecer a historicidade do êxodo é um dos maiores problemas que permanecem para os eruditos bíblicos. A narrativa bíblica do êxodo tem sido notoriamente de difícil confirmação através da evidência arqueológica, causando assim sérias dúvidas sobre a autenticidade do evento. Um obstáculo para a aceitação do êxodo como um verdadeiro acontecimento tem sido a incapacidade dos eruditos de reconciliar os acontecimentos do êxodo com a cronologia bíblica e arqueológica. Uma data antiga no século XV a.C. (1446-1441 a.C.) para o êxodo está em maior harmonia com a cronologia interna do Antigo Testamento (veja 1 Rs 6.1). O clássico estudo cronológico feito por Edwin Thiele fixou a antiga data de 1447 a.C. para o êxodo. De acordo com esta data, o faraó da opressão era Tutmose I ou Tutmose III e o faraó do êxodo foi Tutmose II ou Amenotep II. A biografia antiga de um oficial naval egípcio chamado Amenemhab, que serviu sob diversos faraós deste período, nos mostra que aquele Tutmose III morreu no tempo da Páscoa no início de março de 1447 ou 1446 a.C. Assim, sua morte ocorreu exatamente no tempo certo para encaixar-se com a cronologia bíblica e os acontecimentos do êxodo. Todavia, William Shea recentemente argumentou num documento não publicado que Tutmose I e um recém- instalado filho co-regente — a princípio Tutmose II — morreram juntos perseguindo os escravos israelitas (como talvez implícito em Êx 15.4,19). Ele crê que seus corpos não tenham sido recuperados (daí as múmias designadas a eles no Museu Egípcio no Cairo estarem erroneamente identificadas). Ele baseia seu argumento em novas fotografias de Oral Collins das inscrições do Vadi Nasb do Sinai, descobertas pelo professor Gerster muitas décadas atrás, que pretendem registrar o nome de Tutmose I e desenhar imagens tanto dele como de seu filho e os eventos relacionados ao êxodo. O problema com a data antiga é que apesar de sua harmonia com fontes bíblicas e extrabíblicas, falta sustentação suficiente no registro arqueológico. Uma data posterior no século XIII a.C. (1280-1200 a.C.) parece oferecer maior apoio arqueológico (veja Êx 1.11), mas tem significativos problemas cronológicos e não pode se acomodar aos eventos da Conquista. De acordo com esta data, o faraó tanto da opressão como do êxodo foi Ramsés II e seu sucessor foi Merneptá. A falta de consenso tem gerado outras opções que geralmente exigem a revisão da cronologia egípcia ou que tomem a arqueologia bíblica como uma estimativa aproximada ao invés de uma indicação precisa. Esta revisão posterior leva a data de volta a 1470 a.C. Faulstich chegou a datas incrivelmente precisas para todos os acontecimentos do êxodo através de suas correlações computadorizadas de informações sobre datas astronômicas, informação bíblica a respeito de acontecimentos astronômicos (surgimento de estrelas, fases da lua e eclipses), os ciclos semanais do dia hebraico, e datas específicas apresentadas na Bíblia. Apesar de não ter-se chegado ainda a consenso algum, a busca contínua por evidência arqueológica dos registros do êxodo reafirma a importância do evento para os estudantes da Bíblia. A importância Continue lendo

Tocando no sepulcro de Jesus

Tocando no sepulcro de Jesus

A arqueologia revelou numerosos sepulcros em Jerusalém com pontos semelhantes à descrição do Novo Testamento do sepulcro de Jesus. Um deles é o “Sepulcro da Família de Herodes”, hoje localizado nos gramados do famoso King David Hotel. Apresenta um sepulcro de classe rica do período herodiano com uma pedra rolante ainda no lugar ao lado da entrada. Contudo, quando os turistas em Jerusalém são levados para visitar o sepulcro de Jesus, em geral são lhes mostrados dois lugares que os guias dizem que competem pelo título do local do sepultamento de Jesus. Um deles é o local protestante conhecido como Calvário de Gordon, assim chamado por causa do nome daquele que o descobriu em 1883, Charles Gordon. O outro é o local tradicional da Igreja do Santo Sepulcro, cuja história remonta a pelo menos o século IV d.C. (baseado na existência de colunas ainda em uso hoje procedentes da igreja de Constantino e sua descrição em fontes bizantinas). Enquanto que a maioria dos cristãos evangélicos prefere o local sereno e calmo da Tumba do Jardim situada próxima à colina que Gordon identificou como a Colina da Caveira ou Gólgota, não há nenhuma evidência arqueológica que apoie este local. Previamente seu principal apoio adveio do fato de que estava fora dos atuais muros da Cidade Velha, ao passo que a Igreja do Santo Sepulcro situava-se dentro. Considerando que o Novo Testamento deixa bem claro que Jesus foi crucificado “fora da porta” (Jo 19.20; Hb 13.11,12) e que foi presumido que os modernos muros seguiram o curso antigo, o apoio para a Igreja do Santo Sepulcro dependia principalmente da tradição. Porém, em fins da década de 1960, Kathleen Kenyon descobriu prova de que o muro que hoje inclui o local tradicional era um “Terceiro Muro” construído depois do tempo de Jesus (cerca de 41 d.C.). Portanto, quando Jesus foi crucificado, teria estado fora do antigo “Segundo Muro”. Além disso, em 1976, Magen Broshi desenterrou uma porção de muro herodiano na seção nordeste da igreja. Isto significa que quando Jesus foi crucificado a área na qual a igreja está construída achava-se imediatamente fora do Muro Ocidental da cidade na linha do Primeiro Muro. Outros descobriram que havia uma “Porta do Jardim” neste muro, o que concorda com as referências a um jardim nesse lugar (Jo 19.41; 20.15). Outrossim, Gabriel Barkay e Amos Kloner, arqueólogos de Jerusalém, demonstraram que a Tumba do Jardim é inegavelmente parte de um sistema de sepulcros na área, o mais proeminente dos quais está próximo à porta da Tumba do Jardim na propriedade da Escola Francesa de Arqueologia, a École Biblique. Todos os sepulcros neste complexo de sepulcros datam da época do Primeiro Templo ou da Idade do Ferro II (séculos VIII-VII a.C.). Pela razão de o Novo Testamento dizer que Jesus foi enterrado num “sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto” (Jo 19.41), a Tumba do Jardim deve ser descartada para efeito de consideração. Ao contrário, os sepulcros nas redondezas da Igreja do Santo Sepulcro são Continue lendo

Sodoma e Gomorra

Sodoma e Gomorra

A Bíblia registra que no tempo de Abraão, uma pentápolis (um grupo de cinco cidades) se estendia ao longo da bem irrigada planície na porção sul do Vale do Jordão (Gn 13.10-11). Em um dos relatos mais memoráveis da Bíblia, lemos que uma destruição cataclísmica cobriu duas destas cidades — Sodoma e Gomorra (Gn 19.24-29). De acordo com a Bíblia, os habitantes eram tão ímpios (Gn 18.20; 19.1-13) que uma chuva de “fogo e enxofre” foi enviada por Deus em juízo. Como resultado, a reputação das cidades como “cidades de pecado” tornou-se um exemplo na Bíblia; os profetas e Jesus frequentemente usando a frase “como Sodoma e Gomorra” em advertências de castigo divino. A infâmia destas cidades persiste até hoje preservada em nossa palavra portuguesa sodomia. Ceticismo dos eruditos Para muitos eruditos da Bíblia e arqueólogos, a história de Sodoma e Gomorra é apenas isso — uma história. Os mais críticos eruditos da Bíblia, como Theodor Gaster, chamaram-na de “história puramente mítica”. Para a maioria dos eruditos críticos ela é uma “extraordinária história-origem” criada por contadores de história israelitas mais tarde para comunicar assuntos teológicos e sociais, não para preservar a memória dos lugares e acontecimentos históricos. Outros eruditos dizem que existe uma fração de historicidade dentro de um grande conteúdo de tradição literária posterior. Não é totalmente ficção, mas um “fragmento de memória local,” tomada por israelitas e ampliada pela imaginação. Assim, a história incorpora uma explicação extrabíblica pré-israelita dos que viviam na região pela degeneração de seu ambiente e perturbações militares. Algumas tentativas científicas para validar o evento histórico têm sido inconsistentes em seu tratamento da evidência bíblica e arqueológica. Num livro recente, dois geólogos argumentam que um forte terremoto (mais de 7 pontos na escala Richter) ocorreu ao longo de uma falha do vale aberto onde o mar Morto repousa hoje. Eles conjeturam que este terremoto, que incendiou “leves frações de hidrocarbono escapando dos reservatórios subterrâneos” (a “chuva de fogo e enxofre”) destruiu Sodoma, Gomorra e Jericó, e até parou o rio Jordão por vários dias. Dizem que estes acontecimentos ocorreram todos simultaneamente por volta de 2350 a.C. Com esta conclusão aglomerando os destinos bíblicos de Sodoma e Gomorra e o de Jericó (que só ocorreu mais de 900 anos depois), é óbvio que a alta consideração destes autores por geologia e climatologia não é da mesma forma estendida às Escrituras. Pelo contrário, eles disputam que estes relatos bíblicos foram o resultado de lembranças primitivas destes desastres geológicos, os quais foram mal recontados nas tradições religiosas das pessoas através dos tempos. Consequentemente, estes eventos foram ingenuamente atribuídos a Deus e erroneamente ligados a diferentes histórias dentro da historiografia israelita. A despeito de sua “abordagem científica,” os autores não oferecem evidência histórica ou arqueológica para sustentar sua teoria, e, como um revisor arqueológico observou, eles cometeram “numerosos erros discutindo sítios arqueológicos e teorias.” Declarações da antiguidade Os escritores que redigiram a Bíblia, em contraste, acreditavam que a narrativa era história genuína. Eles citaram-na como referência de valor histórico, Continue lendo

Esclarecendo o mundo da Bíblia através da arqueologia

Esclarecendo o mundo da Bíblia através da arqueologia

Antes da arqueologia, a Bíblia era a testemunha solitária do que então se conhecia como “história sagrada”. As Escrituras, porém, assemelhavam-se a um livro exótico, narrando a história de uma civilização alienígena, desvinculado de pessoas e eventos reais. Sem acesso ao material do passado, cada um concebia o mundo bíblico à sua maneira. Porque a maioria da população mundial era analfabeta — situação que se estendeu até os tempos modernos — e cabia à arte e à arquitetura o papel de instruir o povo a respeito da vida nos tempos bíblicos. O mundo espiritual era elevado na arquitetura das catedrais, por exemplo, posicionando o homem comum ainda mais distante da realidade do mundo da Bíblia. Desde os mosaicos até as pinturas e esculturas em relevo, ilustrava-se a vida dos santos e pecadores das páginas sagradas, mas somente à luz limitada da época e dos conhecimentos do artista. Defrontei-me pela primeira vez com esse dilema durante uma exposição especial no Museu de Israel intitulada “Rembrandt e a Bíblia”. Graduado em arte e em teologia, interessei-me por aquela singular apresentação das obras do mestre holandês. Uma das primeiras cenas que vi estava num esboço, datado de 1637, que representava um homem, obviamente rico, de pé na escada à porta de sua mansão. Vestia turbante, túnica com cinto, botas de cadarço, casaco de pele, e tinha um cão obediente aos seus pés. Também faziam parte da cena um garoto vestido com pesada roupa de viagem e botas e um a mulher, semelhantemente vestida, que segurava um lenço de seda. Ao fundo, altas construções de pedra e grandes árvores verdes junto das quais uma mulher observava o homem que aparentemente dizia adeus à mulher chorosa e ao garoto. () lema da obra era a despedida de Agar e Ismael, e o homem era Abraão. Porém, conhecendo o mundo da Bíblia, jamais teria concebido a cena tal como se mostrava diante de mim! As personagens estavam vestidas para um clima frio, e não para o escaldante deserto do Neguebe. Onde Abraão morava não havia aquelas árvores e provavelmente nem cachorros — pelo menos não os domésticos. E os patriarcas moravam em tendas, não em mansões elegantes. Quase que por ironia poucos passos à frente da sala onde eram exibidas aquelas concepções erradas do século XVII ficava a exposição permanente da seção arqueológica do museu, que guardava remanescentes arqueológicos da época de Abraão. O contraste saltava aos olhos. As relíquias pintavam um quadro muito diferente do de Rembrandt, mostrando a realidade da vida nômade dos beduínos e da sociedade que cercava os patriarcas. Rembrandt não poderia mesmo saber como pintar Abraão e Sara, naturais da Mesopotâmia, ou a egípcia Hagar num ambiente cananita. Não havia referências daquela época para suprir a sua arte. A arqueologia mudou essa situação para sempre, fornecendo tanto ao artista quanto ao espectador uma visão acurada do ambiente original dos patriarcas. Esculturas de palácios da Mesopotâmia, cerâmica e artefatos cananitas e painéis pintados das tumbas egípcias, todos datando do período patriarcal, tornaram Continue lendo

Conheça 8 mulheres notáveis na história da Igreja cristã

Conheça 8 mulheres notáveis na história da Igreja cristã

No Dia Internacional das Mulheres, inspire-se com a história de mulheres que se dedicaram ao Evangelho.   O mundo inteiro celebra nesta sexta-feira (8) o Dia Internacional da Mulher, que surgiu no final do século XIX com a luta por melhores condições de vida e trabalho e direito de voto às mulheres. Muitas mulheres também se tornaram ícones no âmbito cristão, contribuindo para as obras evangelísticas, sociais e missionárias. Inspire-se na vida de oito mulheres notáveis ​​na história da Igreja: Susanna Wesley Susanna Wesley, mãe dos fundadores do Metodismo, John e Charles Wesley. (Foto: Domínio Público) Susanna Wesley era esposa de um pastor anglicano e mãe dos irmãos Charles e John Charles Wesley, que fundaram o influente movimento metodista do século XVIII. Ela é conhecida como a “Mãe do Metodismo” porque, mesmo não sendo oficialmente parte do ministério, Susanna teve uma forte influência nos hábitos espirituais dos irmãos Wesley. O Rev. Alfred T. Day III, da Comissão Geral de Arquivos e História da Igreja Metodista Unida, afirmou em 2016 que Susanna fez “uma grande diferença na criação” dos rapazes. “John e Charles são filhos da mãe deles. Ela é a pessoa responsável pela sua educação e formação espiritual”, explicou Day. “A diferença que ela fez está viva desde a história dos séculos 17 e 18 até o presente momento, por causa dos filhos que ela criou”. Fanny Crosby A famosa escritora de hinos Fanny Crosby, cega desde a infância. (Foto: Domínio Público) Frances Jane Crosby, nascida em 1820 e mais conhecida como Fanny Crosby, perdeu a visão quando era criança devido a uma infecção e maus-tratos médicos. No entanto, Crosby não deixou que essa deficiência a impedisse de ser uma prolífica escritora de hinos, tendo criado mais de 8 mil músicas. Crosby foi a mente por trás de muitos hinos que ainda estão em uso, como “A Deus demos glória”, “Quero estar ao pé da cruz”, “Junto a Ti” e “Quero o Salvador comigo”. Além de ser uma hinista, ela também foi uma autora de poesias, com seu primeiro trabalho publicado “Uma garota cega e outros poemas”, lançado em 1844.   Catherine Booth   Catherine Booth, co-fundadora do Exército da Salvação. (Foto: Domínio Público) Junto com seu marido, William, Catherine Booth ajudou a fundar o Exército da Salvação em 1865 em Londres, na Inglaterra. Originalmente chamado de Missão Cristã, o Exército era conhecido por seus esforços de caridade nos bairros mais oprimidos da cidade. Catherine era ativa no movimento desde jovem, liderando uma turma da Escola Dominical e tendo a reputação de ser uma pregadora apaixonada. “Oposição! É um mau sinal para o cristianismo nestes dias que provocamos tão pouca oposição. Se não houvesse outra evidência de estar errado, eu deveria saber disso”, ela declarou em um de seus sermões. “Quando a Igreja e o mundo puderem caminhar juntas confortavelmente, você pode ter certeza de que há algo errado. O mundo não mudou. Seu espírito é exatamente o mesmo de sempre e, se os cristãos fossem igualmente fiéis, devotos ao Senhor e separados do Continue lendo

Crítica Textual do Novo Testamento

Crítica Textual do Novo Testamento

Resumo do livro: Crítica Textual do Novo Testamento Crítica Textual é ciência que procura restabelecer o texto original de um trabalho cujo autógrafo não mais exista ela é conhecida nos meios seculares como ecdótica (exame crítico e fidedigno de uma obra – dicionário informal), a crítica textual era chamada de baixa crítica. Os críticos textuais do N.T. utilizam nesse processo as cópias manuscritas dos livros apostólicos na língua original grega, mas também antigas versões e citações de passagens bíblicas de antigos escritores. A prática da crítica textual, portanto exige um conhecimento especializado dos diferentes manuscritos e das respectivas famílias textuais, por isso é necessário conhecimento da paleografia grega e do cânon (certos critérios científicos estabelecidos pelos críticos textuais para propiciar uma escolha inteligente entre dois ou mais textos divergentes), além do vocabulário e da teologia do autor cujo livro se examina. Só assim serão exequíveis a reconstituição da história do texto sagrado da forma mais completa possível e a consequente edição de um texto que busque refletir com exatidão os termos do original. A razão para a perda dos autógrafos neotestamentários foi a pouca durabilidade do material como o papiro material utilizado na época, os manuscritos originais do N.T. foram lidos e relidos pelos cristãos apostólicos até de desfazerem e caírem em pedaços, porém antes que se tornassem ilegíveis ou desaparecessem foram copiados e nessas cópias manuais alguns erros foram introduzidos. Esse processo de cópias e recopias manuais se estenderam por quatorze séculos até a invenção da imprensa. À medida que se aumentava o número de cópias se multiplicavam as divergências entre elas, pois cada escriba acrescentava os próprios erros àqueles já cometidos pelo escriba anterior e essas variantes textuais têm suscitado sérios problemas para os estudiosos do N.T. Qual a forma correta do texto, ou o que dizia exatamente o original? A essa pergunta é que tratam de responder os críticos textuais e eles procuram reconstruir o texto que possua a maior soma de probabilidades de ser o original ou a forma primitiva do autógrafo. Da crítica textual dependem todas as demais ciências bíblicas que corporalizam a religião cristã, pois lança os fundamentos sobre os quais toda e qualquer investigação bíblica deva ser construída. Sem um texto grego fidedigno tão mais próximo do original quanto possível não há como se fazer crítica histórica ou literária, exegese, teologia, nem mesmo um sermão para não falar em tradução por isso consiste num pré-requisito para todos os outros trabalhos bíblicos teológicos. TeologiaOnline REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Livro: Crítica Textual do Novo Testamento – Wilson Paroschi Editora Vida Nova