Sodoma e Gomorra

Sodoma e Gomorra

A Bíblia registra que no tempo de Abraão, uma pentápolis (um grupo de cinco cidades) se estendia ao longo da bem irrigada planície na porção sul do Vale do Jordão (Gn 13.10-11). Em um dos relatos mais memoráveis da Bíblia, lemos que uma destruição cataclísmica cobriu duas destas cidades — Sodoma e Gomorra (Gn 19.24-29). De acordo com a Bíblia, os habitantes eram tão ímpios (Gn 18.20; 19.1-13) que uma chuva de “fogo e enxofre” foi enviada por Deus em juízo. Como resultado, a reputação das cidades como “cidades de pecado” tornou-se um exemplo na Bíblia; os profetas e Jesus frequentemente usando a frase “como Sodoma e Gomorra” em advertências de castigo divino. A infâmia destas cidades persiste até hoje preservada em nossa palavra portuguesa sodomia. Ceticismo dos eruditos Para muitos eruditos da Bíblia e arqueólogos, a história de Sodoma e Gomorra é apenas isso — uma história. Os mais críticos eruditos da Bíblia, como Theodor Gaster, chamaram-na de “história puramente mítica”. Para a maioria dos eruditos críticos ela é uma “extraordinária história-origem” criada por contadores de história israelitas mais tarde para comunicar assuntos teológicos e sociais, não para preservar a memória dos lugares e acontecimentos históricos. Outros eruditos dizem que existe uma fração de historicidade dentro de um grande conteúdo de tradição literária posterior. Não é totalmente ficção, mas um “fragmento de memória local,” tomada por israelitas e ampliada pela imaginação. Assim, a história incorpora uma explicação extrabíblica pré-israelita dos que viviam na região pela degeneração de seu ambiente e perturbações militares. Algumas tentativas científicas para validar o evento histórico têm sido inconsistentes em seu tratamento da evidência bíblica e arqueológica. Num livro recente, dois geólogos argumentam que um forte terremoto (mais de 7 pontos na escala Richter) ocorreu ao longo de uma falha do vale aberto onde o mar Morto repousa hoje. Eles conjeturam que este terremoto, que incendiou “leves frações de hidrocarbono escapando dos reservatórios subterrâneos” (a “chuva de fogo e enxofre”) destruiu Sodoma, Gomorra e Jericó, e até parou o rio Jordão por vários dias. Dizem que estes acontecimentos ocorreram todos simultaneamente por volta de 2350 a.C. Com esta conclusão aglomerando os destinos bíblicos de Sodoma e Gomorra e o de Jericó (que só ocorreu mais de 900 anos depois), é óbvio que a alta consideração destes autores por geologia e climatologia não é da mesma forma estendida às Escrituras. Pelo contrário, eles disputam que estes relatos bíblicos foram o resultado de lembranças primitivas destes desastres geológicos, os quais foram mal recontados nas tradições religiosas das pessoas através dos tempos. Consequentemente, estes eventos foram ingenuamente atribuídos a Deus e erroneamente ligados a diferentes histórias dentro da historiografia israelita. A despeito de sua “abordagem científica,” os autores não oferecem evidência histórica ou arqueológica para sustentar sua teoria, e, como um revisor arqueológico observou, eles cometeram “numerosos erros discutindo sítios arqueológicos e teorias.” Declarações da antiguidade Os escritores que redigiram a Bíblia, em contraste, acreditavam que a narrativa era história genuína. Eles citaram-na como referência de valor histórico, Continue lendo

Esclarecendo o mundo da Bíblia através da arqueologia

Esclarecendo o mundo da Bíblia através da arqueologia

Antes da arqueologia, a Bíblia era a testemunha solitária do que então se conhecia como “história sagrada”. As Escrituras, porém, assemelhavam-se a um livro exótico, narrando a história de uma civilização alienígena, desvinculado de pessoas e eventos reais. Sem acesso ao material do passado, cada um concebia o mundo bíblico à sua maneira. Porque a maioria da população mundial era analfabeta — situação que se estendeu até os tempos modernos — e cabia à arte e à arquitetura o papel de instruir o povo a respeito da vida nos tempos bíblicos. O mundo espiritual era elevado na arquitetura das catedrais, por exemplo, posicionando o homem comum ainda mais distante da realidade do mundo da Bíblia. Desde os mosaicos até as pinturas e esculturas em relevo, ilustrava-se a vida dos santos e pecadores das páginas sagradas, mas somente à luz limitada da época e dos conhecimentos do artista. Defrontei-me pela primeira vez com esse dilema durante uma exposição especial no Museu de Israel intitulada “Rembrandt e a Bíblia”. Graduado em arte e em teologia, interessei-me por aquela singular apresentação das obras do mestre holandês. Uma das primeiras cenas que vi estava num esboço, datado de 1637, que representava um homem, obviamente rico, de pé na escada à porta de sua mansão. Vestia turbante, túnica com cinto, botas de cadarço, casaco de pele, e tinha um cão obediente aos seus pés. Também faziam parte da cena um garoto vestido com pesada roupa de viagem e botas e um a mulher, semelhantemente vestida, que segurava um lenço de seda. Ao fundo, altas construções de pedra e grandes árvores verdes junto das quais uma mulher observava o homem que aparentemente dizia adeus à mulher chorosa e ao garoto. () lema da obra era a despedida de Agar e Ismael, e o homem era Abraão. Porém, conhecendo o mundo da Bíblia, jamais teria concebido a cena tal como se mostrava diante de mim! As personagens estavam vestidas para um clima frio, e não para o escaldante deserto do Neguebe. Onde Abraão morava não havia aquelas árvores e provavelmente nem cachorros — pelo menos não os domésticos. E os patriarcas moravam em tendas, não em mansões elegantes. Quase que por ironia poucos passos à frente da sala onde eram exibidas aquelas concepções erradas do século XVII ficava a exposição permanente da seção arqueológica do museu, que guardava remanescentes arqueológicos da época de Abraão. O contraste saltava aos olhos. As relíquias pintavam um quadro muito diferente do de Rembrandt, mostrando a realidade da vida nômade dos beduínos e da sociedade que cercava os patriarcas. Rembrandt não poderia mesmo saber como pintar Abraão e Sara, naturais da Mesopotâmia, ou a egípcia Hagar num ambiente cananita. Não havia referências daquela época para suprir a sua arte. A arqueologia mudou essa situação para sempre, fornecendo tanto ao artista quanto ao espectador uma visão acurada do ambiente original dos patriarcas. Esculturas de palácios da Mesopotâmia, cerâmica e artefatos cananitas e painéis pintados das tumbas egípcias, todos datando do período patriarcal, tornaram Continue lendo

Conheça 8 mulheres notáveis na história da Igreja cristã

Conheça 8 mulheres notáveis na história da Igreja cristã

No Dia Internacional das Mulheres, inspire-se com a história de mulheres que se dedicaram ao Evangelho.   O mundo inteiro celebra nesta sexta-feira (8) o Dia Internacional da Mulher, que surgiu no final do século XIX com a luta por melhores condições de vida e trabalho e direito de voto às mulheres. Muitas mulheres também se tornaram ícones no âmbito cristão, contribuindo para as obras evangelísticas, sociais e missionárias. Inspire-se na vida de oito mulheres notáveis ​​na história da Igreja: Susanna Wesley Susanna Wesley, mãe dos fundadores do Metodismo, John e Charles Wesley. (Foto: Domínio Público) Susanna Wesley era esposa de um pastor anglicano e mãe dos irmãos Charles e John Charles Wesley, que fundaram o influente movimento metodista do século XVIII. Ela é conhecida como a “Mãe do Metodismo” porque, mesmo não sendo oficialmente parte do ministério, Susanna teve uma forte influência nos hábitos espirituais dos irmãos Wesley. O Rev. Alfred T. Day III, da Comissão Geral de Arquivos e História da Igreja Metodista Unida, afirmou em 2016 que Susanna fez “uma grande diferença na criação” dos rapazes. “John e Charles são filhos da mãe deles. Ela é a pessoa responsável pela sua educação e formação espiritual”, explicou Day. “A diferença que ela fez está viva desde a história dos séculos 17 e 18 até o presente momento, por causa dos filhos que ela criou”. Fanny Crosby A famosa escritora de hinos Fanny Crosby, cega desde a infância. (Foto: Domínio Público) Frances Jane Crosby, nascida em 1820 e mais conhecida como Fanny Crosby, perdeu a visão quando era criança devido a uma infecção e maus-tratos médicos. No entanto, Crosby não deixou que essa deficiência a impedisse de ser uma prolífica escritora de hinos, tendo criado mais de 8 mil músicas. Crosby foi a mente por trás de muitos hinos que ainda estão em uso, como “A Deus demos glória”, “Quero estar ao pé da cruz”, “Junto a Ti” e “Quero o Salvador comigo”. Além de ser uma hinista, ela também foi uma autora de poesias, com seu primeiro trabalho publicado “Uma garota cega e outros poemas”, lançado em 1844.   Catherine Booth   Catherine Booth, co-fundadora do Exército da Salvação. (Foto: Domínio Público) Junto com seu marido, William, Catherine Booth ajudou a fundar o Exército da Salvação em 1865 em Londres, na Inglaterra. Originalmente chamado de Missão Cristã, o Exército era conhecido por seus esforços de caridade nos bairros mais oprimidos da cidade. Catherine era ativa no movimento desde jovem, liderando uma turma da Escola Dominical e tendo a reputação de ser uma pregadora apaixonada. “Oposição! É um mau sinal para o cristianismo nestes dias que provocamos tão pouca oposição. Se não houvesse outra evidência de estar errado, eu deveria saber disso”, ela declarou em um de seus sermões. “Quando a Igreja e o mundo puderem caminhar juntas confortavelmente, você pode ter certeza de que há algo errado. O mundo não mudou. Seu espírito é exatamente o mesmo de sempre e, se os cristãos fossem igualmente fiéis, devotos ao Senhor e separados do Continue lendo

Crítica Textual do Novo Testamento

Crítica Textual do Novo Testamento

Resumo do livro: Crítica Textual do Novo Testamento Crítica Textual é ciência que procura restabelecer o texto original de um trabalho cujo autógrafo não mais exista ela é conhecida nos meios seculares como ecdótica (exame crítico e fidedigno de uma obra – dicionário informal), a crítica textual era chamada de baixa crítica. Os críticos textuais do N.T. utilizam nesse processo as cópias manuscritas dos livros apostólicos na língua original grega, mas também antigas versões e citações de passagens bíblicas de antigos escritores. A prática da crítica textual, portanto exige um conhecimento especializado dos diferentes manuscritos e das respectivas famílias textuais, por isso é necessário conhecimento da paleografia grega e do cânon (certos critérios científicos estabelecidos pelos críticos textuais para propiciar uma escolha inteligente entre dois ou mais textos divergentes), além do vocabulário e da teologia do autor cujo livro se examina. Só assim serão exequíveis a reconstituição da história do texto sagrado da forma mais completa possível e a consequente edição de um texto que busque refletir com exatidão os termos do original. A razão para a perda dos autógrafos neotestamentários foi a pouca durabilidade do material como o papiro material utilizado na época, os manuscritos originais do N.T. foram lidos e relidos pelos cristãos apostólicos até de desfazerem e caírem em pedaços, porém antes que se tornassem ilegíveis ou desaparecessem foram copiados e nessas cópias manuais alguns erros foram introduzidos. Esse processo de cópias e recopias manuais se estenderam por quatorze séculos até a invenção da imprensa. À medida que se aumentava o número de cópias se multiplicavam as divergências entre elas, pois cada escriba acrescentava os próprios erros àqueles já cometidos pelo escriba anterior e essas variantes textuais têm suscitado sérios problemas para os estudiosos do N.T. Qual a forma correta do texto, ou o que dizia exatamente o original? A essa pergunta é que tratam de responder os críticos textuais e eles procuram reconstruir o texto que possua a maior soma de probabilidades de ser o original ou a forma primitiva do autógrafo. Da crítica textual dependem todas as demais ciências bíblicas que corporalizam a religião cristã, pois lança os fundamentos sobre os quais toda e qualquer investigação bíblica deva ser construída. Sem um texto grego fidedigno tão mais próximo do original quanto possível não há como se fazer crítica histórica ou literária, exegese, teologia, nem mesmo um sermão para não falar em tradução por isso consiste num pré-requisito para todos os outros trabalhos bíblicos teológicos. TeologiaOnline REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Livro: Crítica Textual do Novo Testamento – Wilson Paroschi Editora Vida Nova

Três elementos para a espiritualidade cristã

Três elementos para a espiritualidade cristã

Resumo do livro: Uma Introdução à Espiritualidade Cristã. Nesse artigo/resumo falaremos sobre os três elementos principais do cristianismo que definem a espiritualidade cristã. Introdução: O que é espiritualidade É difícil ter uma definição específica para o tema espiritualidade, por causa da variedade de sentidos com que é aplicada e por causa das controvérsias dos estudiosos especializados sobre esse tema. Espiritualidade é algo pessoal é a maneira de ver as coisas e vive-las é uma experiência diária  que se mostra nas atitudes para com o próximo. A marca da espiritualidade é o amor que se desdobra em atitudes e ele autentica a presença de Deus. A palavra espiritualidade está baseada na palavra hebraica ruach e esse termo é traduzido por espírito, vento, fôlego e essa palavra o sentido de animar uma pessoa de impulsiona la de sustenta la nos levando a refletir que espiritualidade é algo prático e dinâmico. Espiritualidade é a pratica na vida real da fé religiosa de uma pessoa, envolve o que a pessoa crê e como ela exercita essa sua crença na sua vida diária. No livro uma introdução à espiritualidade cristã o autor (Aliester E. McGrath, pg 20), traz a seguinte definição “Espiritualidade refere-se à busca por uma vida religiosa autêntica e satisfatória, envolvendo a união de idéias específicas de determinada religião com toda a experiência de vida baseada em e dentro do âmbito dessa religião.” Devido ao materialismo e a crescente valorização aos bens materiais nos últimos anos tem crescido o interesse pelo estudo geral da espiritualidade. Segundo inúmeras evidências a espiritualidade pessoal tem efeito terapêutico positivo sobre os indivíduos. Esse processo de espiritualidade não é fácil e não ocorre de uma hora para outra é demorado e dura a vida toda, o processo se inicia quando homens e mulheres se lançam no caminho do discipulado com Cristo. A espiritualidade ao longo da história da igreja cristã trouxe benefícios e renovação para o povo de Deus e ela gera pessoas motivadas a buscarem uma vida de transformação e santidade e faz a igreja buscar o fervor que se perdeu durante a caminhada. No cristianismo espiritualidade significa viver um encontro real e pessoal com Jesus Cristo e experimentar sua presença diariamente através das praticas devocionais onde somos supridos quando nos aprofundamos na experiência com Deus. Agora falarei sobre os três elementos principais do cristianismo que definem a espiritualidade cristã Um grupo de crença Crença é tudo aquilo que uma pessoa acredita como sendo a verdade absoluta sobre algo específico. Para essa pessoa essa “crença” passará a ditar as regras sobre uma situação e influenciará a sua experiência. Embora o cristianismo seja uma religião complexa e diversificada, e mesmo existindo diferenças entre os cristãos sobre as diversas questões doutrinárias existe um grupo de crenças em comum por trás dessas diferentes diversidades. Essas crenças estão expressas nos credos do cristianismo e são aceitos como declarações de fé por todas as principais igrejas cristãs. E essas crenças influenciam diretamente como os cristãos vivem, e elas fazem parte da espiritualidade. Algumas crenças Continue lendo

A exegese e suas falácias

A exegese e suas falácias

Resumo do livro: A exegese e suas falácias – Os perigos da interpretação bíblica O sinônimo para falácia é erro e nesse livro o autor não procurou expor suas opiniões antes procurou demonstrar exemplos de falácias cometidas. Através desses exemplos D. Carson procurou mostrar a interpretação mais coerente segundo esses exemplos e o que estas passagens bíblicas quiseram ensinar para os primeiros ouvintes, e o que ela quer nos ensinar, por isso devemos interpretá-las para o nosso contexto social, político, religioso e cultural. Esse estudo é muito importante, porque nós infelizmente cometemos falácias exegéticas e isso pode acarretar consequências eternas, pois estamos lidando com os pensamentos de Deus, e temos que nos esforçar ao máximo para entendê-los verdadeiramente e explicá-los com clareza. Segundo o autor nós temos que fazer uma interpretação mais crítica das escrituras, no sentido de uma justificação mais adequada obedecendo aos padrões: lexical, gramatical, cultural, teológico, histórico, geográfico, etc. A exegese crítica é contrária às opiniões simplesmente pessoais e pontos especulativos, muitas vezes lemos os textos bíblicos e aplicamos nossa interpretação pessoal ao texto, nós utilizamos nossa interpretação tradicional que aprendemos com as pessoas e por isso muitas vezes usamos uma interpretação contrária ao que o texto quis dizer para seus primeiros ouvintes e o que o texto quer dizer para que o lê aplicando assim aquele texto para sua vida de uma forma equivocada. Esse estudo é para alcançarmos unanimidade nas questões de interpretação que ainda nos dividem, temos que tomar cuidado com as interpretações alternativas, por causa disso tem surgido vários tipos de interpretações doutrinárias e divisões nos tornamos inimigos e lutamos pelo mesmo propósito de ser a igreja de Cristo. Temos que utilizar os recursos disponíveis a nossa disposição para que possamos entender a bíblia da forma mais correta possível. Não podemos nos acomodar achando que a nossa interpretação é a correta devemos, portanto ouvir outras opiniões para que possamos nos aproximar da mensagem como Deus realmente quis transmitir. A exegese também tem seus riscos ela pode nos levar há uma destruição espiritual, porque ela vai tirar a segurança que tínhamos em relação ao que acreditávamos devido a nossa interpretação equivocada das escrituras, ela vai quebrar nosso falso alicerce que nos sustentava em uma errada interpretação. O estudo crítico das escrituras nos distanciam um pouco da espiritualidade, porque seremos levados a duvidar e essa dúvida pode matar nossa fé, mas esse distanciamento é bom porque nos aproximará do pensamento do autor e assim entenderemos o que ele quis transmitir em seu tempo, sua cultura e em sua história. Na parte que o autor fala sobre falácias vocabulares ele orienta os leitores a tem em mente que o tempo é outro, as palavras mudam de significado de acordo com a época, não podemos usar uma palavra recente para entender algo do período anterior ou uma palavra de período anterior e utilizá-la atualmente, pois cada período tem suas palavras específicas, devemos tomar cuidado antes de associar uma palavra com a outra por ter radical parecido, antes de se Continue lendo

As Polêmicas do dízimo e ofertas

As Polêmicas do dízimo e ofertas

A Paz, tudo bem com você hoje? Estive pensando essa semana sobre dízimos e ofertas. Chega a ser polêmico falar sobre esse assunto, muitas pessoas já não aguentam mais ouvir sobre teoria da prosperidade. E antes que você pare de ler porque eu toquei nesse assunto, não é só sobre isso que vou falar hoje… É muito fácil se tornar alguém que serve ao dinheiro… A crise econômica no país, as contas para pagar, a falta de oportunidade de emprego. O índice de desemprego só tem crescido no Brasil. Muitas pessoas não conseguem administras suas próprias finanças. (Tenho algo que pode te ajudar com isso, clique aqui.) Algo que tenho percebido, é que quem se importa muito com o dinheiro, acaba se tornando escravo dele. E Jesus disse que nós não poderíamos servir a Deus e as riquezas. Quanto mais você prioriza as coisas desse mundo, menos em Deus você consegue estar. Dizimar e ofertar não tem apenas a ver com o dinheiro, com o sustento da casa de Deus ou até mesmo com o Pastor. Tem a ver com o nosso coração! Quem está em primeiro lugar? Quanto mais nós nos desprendemos das coisas materiais, mais abençoados nós somos porque estamos priorizando as coisas do Céu. É claro que é frustrante ver pessoas agindo de maneira contrária a verdade, mas você não presta contas pelos erros das outras pessoas. A casa de Deus precisa ser mantida e precisa de suporte para continuar de portas abertas abençoando muitas pessoas. E em meio a tanta coisa que ouvimos, fica muito difícil compreender o que Deus pensa a respeito das nossas finanças. O Dízimo continua após o Novo Testamento? Por que devemos ofertar na casa de Deus? É fácil explicar tais coisas de maneira natural falando sobre o nosso coração, sobre a manutenção da casa de Deus. Mas o que realmente a Bíblia diz a respeito das nossas finanças? Como Deus age nessa área das nossas vidas? Você sabia que pode transformar totalmente a sua vida financeira usando princípios da Palavra de Deus? Isso é possível e a Bíblia nos ensina muitas coisas a respeito da vida financeira. Segundo pesquisas, as maiores preocupações dos brasileiros são com suas finanças. Deus não pode ser Senhor de apenas algumas áreas da nossa vida, Ele tem que ser Senhor de todas. Eu não sei como anda a sua situação mas eu sei que a luz das escrituras tudo pode ser resolvido. E para isso compilamos um estudo (Mais detalhes aqui) onde nele é apresentado uma sólida base bíblica para te levar a entender o sucesso financeiro que está diretamente ligado a princípios da Palavra que te farão vencer nessa área.  

Oficialização Imperial do Cristianismo

Oficialização Imperial do Cristianismo

Breve história da oficialização do Cristianismo como religião oficial e estatal do Império Romano De acordo com essa abordagem, o mundo é visto como ambiente hostil para a fé e prática cristãs. Os valores do Reino de Deus contrastavam com os do mundo. Esse tipo de espiritualidade teve importância substancial nos primeiros séculos da história cristã, quando o cristianismo era visto com intensa desconfiança e suspeita pelas autoridades seculares e, na época foi ativamente perseguido. Entretanto, uma vez que o imperador romano Constantino se “converteu” ao cristianismo, a situação ficou completamente diferente, pois ele o tirou da clandestinidade e mais adiante Teodósio reconhece o cristianismo como religião estatal. O cristianismo tornou-se rapidamente a religião oficial do Império Romano. Na opinião de muitos, o resultado foi uma acomodação aos valores seculares. Os bispos começaram a imitar as vestimentas e os costumes dos líderes seculares usando, por exemplo, vestes púrpuras ou roxas que são símbolos de riqueza e poder. A aceitação da igreja como religião oficial do Império Romano trouxe consigo certos privilégios. Os bispos, com isso, foram vistos como pessoas de importância, passando a utilizar símbolos romanos de hierarquia como indicação de seu novo status social. Também provocou o surgimento do que foi muitas vezes chamado de “teologia imperial”, isto é, uma abordagem à teologia e espiritualidade que via Roma como a nova Jerusalém. Ocupando um papel divinamente instituído no governo do mundo. A “teologia imperial” era especialmente ligada a Eusébio de Cesaréia. Esta teologia via o Império Romano como o clímax dos propósitos redentores de Deus, retratou Constantino como instrumento escolhido por Deus para a conversão do império. Isso fez muitos acreditarem que os ideais cristãos tinham sido comprometidos. O movimento monástico é considerado uma revolta contra a acomodação surgida entre “A IGREJA E O ESTADO”, RESULTANDO NA DIFICULDADE DE DIFERENCIAR-SE UM DO OUTRO. Os mosteiros eram tidos como centros do cristianismo autêntico, isolados das tentações de poder e riqueza, nos quais podia buscar a verdadeira visão cristã. Aos poucos o formalismo religioso tomou lugar da verdadeira espiritualidade, regimentos de soldados eram batizados por ordem do imperador. A maioria aderia à nova religião do imperador, mas, os que não eram verdadeiramente convertidos, sentiam falta do paganismo, aí começavam a voltar gradativamente, travestidos de nomes cristãos, entidades e festivais pagãos. E a doutrina bíblica foi aos poucos desaparecendo, dando lugar a um corpo de tradição de homens, baseado no paganismo. Pra muitos o afastamento do mundo era o único meio garantido para assegurar a salvação da pessoa. Apesar da reforma protestante ter rejeitado o ideal monástico, a dupla temática de renúncia e hostilidade ao mundo em virtude do cristianismo verdadeiro foi retomada e desenvolvida pela ala mais radical do movimento. TeologiaOnline Fonte Consultada:  Aliester .E. McGrath, 1999- Uma Introdução à Espiritualidade Cristã, VIDA.

O Cristão precisa estudar teologia?

O Cristão precisa estudar teologia?

Pergunta:  O Cristão precisa estudar teologia?  Teologia é estudar Deus juntamente com a fé. Sendo assim precisa-se acreditar no Espírito Santo que dá o entendimento da palavra de Deus. Logo não é necessário fazer um curso de teologia com professores homens certo? Porque o próprio Deus, o Espírito Santo que dará o entendimento?   Resposta: Tudo que se fala sobre Deus envolve fé, já que Deus não é objeto que pode ser verificado e experimentado pelos métodos científicos de comprovação. Teologia é um discurso racional acerca de Deus que envolve fé na sua auto-revelação. No caso dos cristãos, essa auto-revelação de Deus está nas Escrituras. Aceitar a Bíblia como uma auto-revelação de Deus também exige fé. O fato do Espírito Santo dar o entendimento da Palavra de Deus não exclui de maneira nenhuma os séculos de produção teológica cristã e o esforço de muitos escritores e professores teólogos de compreender mais dos temas teológicos, até porque o nível de entendimento que o Espirito Santo dá pode variar de pessoa para pessoa e do tempo de dedicação, esforço e estudo que teve.  Enfim, não consigo perceber que a fé e o Espirito Santo exclua a necessidade de professores, porque então não haveria entre os dons do Espirito, o de dom de mestre.     De um lado vejo muitos cristãos que desejam estudar teologia, se aprofundar nas coisas de Deus. Por outro lado, vejo muitos outros que dizem que teologia te afastará de Deus, que “a letra mata” ou que não adianta saber tudo de teologia se não viver ou adorar, etc. O cristão precisa se aprofundar no conhecimento de quem é Deus, seus atributos, se aprofundar no conhecimento bíblico, história da igreja, saber interpretar o texto bíblico, se possível aprender as línguas originais. Porém, no mínimo, o cristão deve estudar e se dedicar a se aprofundar no conhecimento das escrituras. O fato de o Espírito Santo instruir e nos direcionar não elimina o fato de nós devemos nos debruçar diante do texto e nos aprofundar, buscar o contexto, caso contrário falaremos e ensinaremos muitas besteiras que não tem nada a ver com o texto bíblico Aqueles que dizem que a letra mata, ou que não precisam conhecer a bíblia de capa a capa, mas que basta aplicar um versículo e tudo bem, estão mais próximos de aplicar a bíblia como Satanás aplicou quando tentou Jesus do que de fato compreendê-la. Se não tivermos uma noção clara do texto completo, de maneira nenhuma conseguiremos interpretar um texto isolado. Conhecer muito da bíblia não é defeito é qualidade. Não praticar é defeito. Mas sem conhecer, é impossível praticar. Se você já é cristão a mais de um ano e nunca leu a bíblia toda, e não a lê todos os dias, e não procura aprender da bíblia ainda mais, tem algo muito errado com você. Porém, vejo que muitos ao estudar teologia se tornam frios, donos da verdade e querendo resposta para tudo. Sinceramente, eu não acredito em teologia que não nos Continue lendo

Curso Especialização no Livro de Apocalipse e Escatologia

Curso Especialização no Livro de Apocalipse e Escatologia

Você conhece mesmo o livro do Apocalipse?   É incontestável os sinais da volta de Cristo, porém existem detalhes e conexões sobre o apocalipse que influenciam até mesmo em nosso dia-a-dia Apesar de muitas opiniões divergentes afirmando que o Apocalipse é algum tipo de código oculto, a verdade é que se trata de um livro revelador. Afinal, a palavra “Apocalipse” é de origem grega e carrega o significado de “revelação”. Em seu contexto histórico, o Apocalipse foi redigido pelo Apóstolo João, em mais ou menos no ano 95 d.C. (depois de Cristo). Nesse período, em Roma, a Igreja era fortemente perseguida, com seus fiéis torturados, presos e até mortos. O apóstolo João se encontrava preso, exilado na Ilha de Patmos, quando viu pela primeira vez as revelações divinas sobre o conteúdo do Apocalipse. É nesse momento que ele, sob a luz do Espírito Santo, registra as palavras de Deus que até hoje temos conhecimento.   Quais são as características do livro do Apocalipse? Existem algumas características sobre como o conteúdo está organizado, mas existem também simbolismos encontrados do livro do Apocalipse. Sobre o conteúdo, no livro encontram-se várias referências do retorno de Cristo e do Juízo Final. É possível fazer uma divisão do conteúdo do livro em sete partes: 1. Cristo no meio dos sete candeeiros de ouro (1-3); 2. O livro com os sete selos (4-7); 3. As sete trombetas de juízo (8-11); 4. A mulher e o filho perseguidos pelo dragão e seus auxiliares (12-14); 5. As sete taças de ira (15, 16); 6. A queda da grande Babilônia e das bestas (17-19); 7. O julgamento do dragão, seguido pelo novo céu e nova terra, e a descrição da Nova Jerusalém (20-22). Sobre o simbolismo, que significa uma expressão da palavra por meio de códigos, o livro do Apocalipse utiliza muitos. A importância de entender seu simbolismo é para justamente não realizar uma leitura literal, ou seja, ao pé da letra. Por exemplo, ao citar “sete estrelas” em algumas passagens, na verdade, quer dizer “sete anjos”; ou quando apresenta uma descrição de Deus, ao citar “E a sua cabeça e cabelos eram brancos”, quer simbolizar a eternidade. Para o livro do Apocalipse é crucial não confiar na linguagem literal. Porém, tome cuidado para não cair no outro extremo que é ir só pelos caminhos simbólico e espiritualizado. Vá com calma!   Indicações para interpretação: 1. João escreveu o que ele viu (1:11,19), que era basicamente uma peça vívida, emocionante. Para entendê-la, precisamos visualizar as cenas em nossa imaginação. 2. Jesus enviou a mensagem de Apocalipse às sete igrejas (1:4,11) que estavam passando por um período de dura perseguição (1:9). Como em qualquer carta, nós a entenderemos melhor vendo a mensagem através dos olhos de seus destinatários originais. Em certo sentido, estamos lendo a correspondência de alguém. 3. O livro revela as coisas que aconteceriam logo (1:1,3; 22:6,10). Em todos os séculos, os intérpretes da Bíblia têm pensado que o Apocalipse descreve os eventos políticos de sua própria época. Continue lendo

Escolasticismo

Escolasticismo

A Idade Média é sempre colocada como um período sombrio para a humanidade, porém, entre os séculos XI e XIV na Europa Ocidental, ouve uma época fecunda na educação filosófica. Surgem as primeiras universidades, verdadeiras instituições do saber e a escolástica foi um pensamento dominante presente nas universidades medievais. O termo escolasticismo vem do latim scholasticus, e este por sua vez do grego σχολαστικός (que pertence à escola, instruído, lugar que se aprende) O termo foi aplicado a professores na escola palaciana de Carlos Magno e também aos eruditos medievais que utilizavam a filosofia no estudo da religião e da teologia. Escolasticismo conciliava a fé cristã e a razão humana, ou seja, foi um movimento intelectualista que nasceu nas escolas monásticas cristãs. Foi o método de pensamento crítico dominante no ensino nas universidades medievais europeias de cerca de 1100 a 1500. O termo Universidade surgiu no período do escolasticismo, que era a reunião de mestres e alunos em associações. Temos alguns nomes influentes do escolasticismo, um deles foi Pedro Abelardo (1079-1142). Filho mais velho de um nobre menor de Britttany (noroeste da França). Abelardo por amor ao saber, desistiu de seus direitos de herança em favor de seus irmãos, e vagueou pela França para sentar-se aos pés dos grandes mestres, ora escutando-os, ora desafiando-os abertamente nas aulas. Mais tarde se estabeleceu como conferencista em Paris, atraindo uma multidão de alunos. Também começou a escrever. Ele utilizou o método da dúvida, ou seja, o questionamento assíduo e frequente, pois, para ele pela dúvida inquirimos e pela inquisição chegamos à verdade, mas por suas ideias acabou sendo perseguido. Um de seus perseguidores mais ferrenhos foi o abade Bernard de Clairvaux, o mais influente clérigo do cristianismo. Bernard perseguiu Abelardo tão devotamente quanto preconizava a segunda Cruzada. “A fé que o justo professa, não se discute”, declarou ele. Após a instigação de Bernardo, um concílio da igreja em Sens, em 1140, condenou Abelardo por heresia. Abelardo retirou-se para o monastério de Cluny, onde ficou em isolamento pelos dois anos restantes de sua vida. Mas ninguém conseguiu impedir o crescimento das sementes que ele deixou. As escolas brotaram por todo o continente. Menos de cem anos após sua morte, floresceram universidades em Paris, Orleans e Montpellier na França, ao longo do Canal de Mancha, em Oxford e Cambridge, e na Bolonha em Pádua na Itália. No século XIII os textos dos antigos gregos estavam sendo despejados na Europa e minando a fé e incitando heresias. As palavras-chaves de Aristóteles agora se encontravam disponíveis, e sua doutrina sobre a natureza do universo levava os homens a duvidar da revelação. Da Espanha, o trabalho do filósofo muçulmano Averróes e do filósofo judeu Maimônides espalhavam ceticismo, especialmente na universidade de Paris. Dentro desse cenário surge o nome mais influente do escolasticismo o ilustre Tomás de Aquino (1224 a 1234), ele foi enviado da Itália para Paris. Assim como Abelardo, honrava a razão acima de todos os outros atributos humanos, mas se distinguia tanto por sua fidelidade a igreja como pela Continue lendo

O que é a Angelologia?

O que é a Angelologia?

1. Introdução Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de recursos superiores ao nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam em nosso meio, de um lugar para o outro, com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar, outros porém, estão empenhados em fazer-nos o mal. Muitas pessoas questionam se existem realmente tais espíritos ou seres, quem são, onde se encontram e o que fazem. A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece confiança, e que possui respostas para estas perguntas. Ela deixa claro que há outra classe de seres superiores ao homem. Esses seres habitam nos céus e formam os exércitos celestiais, a inumerável companhia dos servos invisíveis de Deus. Esses são os anjos de Deus, os quais estão sujeitos ao governo divino, e o importante papel que têm desempenhado na história da humanidade torna-os merecedores de referência especial. Existem também aqueles, pertencentes a mesma classe de seres, que anteriormente foram servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo. A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus, pois os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa doutrina permite-nos conhecer a origem, existência, natureza, queda, classificação, obra e destino dos anjos. 2. A origem dos anjos A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma, mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus (Gn 1:1 ). Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra, pois de acordo com Jó 38:4-7, rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele lançava os fundamentos da terra. Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos versículos que falam de sua criação ( Ne 9:6 , Sl 148:2,5; Cl 1:16 ). Embora não seja citado número definido na Bíblia, acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande ( Dn 7:10; Mt 26:53; Hb 12:22 ). 3. A natureza dos anjos 3.1– São seres espirituais e incorpóreos. Os anjos são descritos espíritos, porque diferentes dos homens, eles não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e desaparecem, e movimenta-se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. Apesar de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19:1-3). Que os anjos são incorpóreos está claro em Ef 6.12, onde Paulo diz que “a nossa luta não é contra a carne nem sangue, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Outras referências: Sl 104:4; Hb 1:7,14; At 19:12; Lc 7:21; 8:2; 11:26; Mt 8:16; 12.45. Não têm carne nem ossos e são invisíveis ( Cl 1:16 ). 3.2– São um exército e não uma raça. As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou Continue lendo