O que é arqueologia “bíblica”?

O que é arqueologia “bíblica”?

A palavra “arqueologia” deriva do termo grego archaiología, que significa “estudo das coisas antigas [ou arcaicas]”. Os gregos usavam a palavra “arqueologia” para descrever antigas lendas e tradições. A primeira menção conhecida — em inglês — data de 1607, usada numa referência ao “conhecimento” sobre o Israel antigo com relação a fontes de literatura como a Bíblia. Então, no século XIX, quando começaram a ser desenterrados artefatos dos tempos bíblicos, a palavra foi a estes aplicada (excetuando-se os documentos escritos). Portanto, a arqueologia está ligada à Bíblia desde o começo. E hoje é entendida como um departamento da pesquisa histórica que busca revelar o passado por uma recuperação sistemática de seus resquícios. Todavia, à medida que a arqueologia se desenvolveu como ciência e as escavações alcançaram terras além das que têm relevância bíblica, surgiu a necessidade de se cunhar um termo mais exclusivo. E assim, como uma disciplina distinta em um campo mais extenso, nasceu a “arqueologia bíblica” — a ciência da escavação, decifração e avaliação crítica dos registros de materiais antigos relativos à Bíblia. O nascimento da arqueologia bíblica A arqueologia nasceu quando os homens começaram a querer recuperar materiais do passado. Os primeiros arqueólogos, se é que podemos chamá-los assim, foram os ladrões de tumbas, que pilhavam os sepulcros da Antiguidade (geralmente não muito tempo depois de serem selados). Apesar do risco de acabar preso numa tumba com os cobiçados tesouros e da morte a que estava sujeito o ladrão aprisionado, a “profissão” aparentemente floresceu. A maioria das grandes tumbas do passado descobertas em nosso tempo já haviam sido visitadas por aqueles “profissionais”. Quando em tempos relativamente modernos o passado começou a ser explorado por aventureiros europeus, relíquias e souvenires eram levados para casa com o propósito de encantar amigos e conquistar fama. Logo os caçadores de fortuna começaram a proliferar, navegando para terras distantes em busca de riquezas que imaginavam estarem à espera deles nas vastas minas sem dono que eram as antigas ruínas. As “escavações” desses mercenários destruíam material em proporção idêntica à dos achados. Outros, porém, com um espírito diferente, começaram a registrar as suas observações em pinturas e desenhos, que, apesar do romantismo, traziam notícias de terras e culturas havia muito esquecidas. A primeira tentativa “científica” em arqueologia foi conduzida por Napoleão Bonaparte em 1798. Seu interesse pela arqueologia era evidente, considerando- se a maneira como se dirigiu às tropas francesas após ter invadido o Egito: “Do alto destas pirâmides, cinqüenta séculos vos contemplam!” Diz-se que Thomas Jefferson “explorou cientificamente” os túmulos da Virgínia. No século seguinte, outros americanos, como Edward Robinson e Eli Smith, juntaram-se a um grupo de eruditos da Inglaterra, Suíça, França, Alemanha e Áustria para publicar plantas topográficas, mapas detalhados e resultados de árduas escavações nas terras bíblicas. As primeiras expedições arqueológicas, executadas com altos custos, foram quase todas financiadas por pessoas cujo principal interesse era a Bíblia. Assim, na maioria das vezes, o progresso da arqueologia como um todo deveu-se ao impulso da arqueologia bíblica. Quaisquer que tenham sido Continue lendo

A aventura da arqueologia

A aventura da arqueologia

Revelando os segredos das eras passadas Vivemos um período de entusiasmar! Descobertas arqueológicas estão brotando por todo o mundo, mais rápido do que os nossos jornais podem informar. E são boas as notícias para os estudantes das Escrituras: grande parte dos achados está ajudando, como nunca antes, na compreensão da Bíblia. Para ilustrar o quanto e quão rápido o passado está invadindo o presente, aqui estão apenas algumas das maravilhosas descobertas, com relevância para a Bíblia, feitas até a época deste escrito, no início de 1997: • Uma câmara escondida foi descoberta no vale do Rei (Luxor, Egito) próximo à tumba do famoso rei Tut. Ela pode ser o lugar do sepultamento do primogênito do faraó Ramsés II. Se for correta a teoria de que era ele o faraó do Êxodo, então seu filho foi morto na última praga ordenada por Moisés. • Sob as ondas da costa de Alexandria, Egito, milhares de artefatos dos anos 670-30 a.C. foram encontrados. Entre eles, uma das sete maravilhas do mundo antigo, o grande farol de Alexandria, desaparecido há mais de 2.200 anos. Outras descobertas incluem palácios reais de figuras famosas como a rainha Cleópatra, Júlio César e Marco Antônio. E, em algum lugar nesse sítio submerso de cerca de cinco acres e meio, arqueólogos creem que encontrarão pelo menos o sarcófago dourado de Alexandre, o Grande, que fundou a cidade em 323 a.C. e cuja conquista do mundo conhecido foi predita pelo profeta hebreu Daniel (veja Dn 11.3,4). • Descoberta recente, ainda não publicada, é a de uma inscrição cuneiforme de 3.500 anos sobre um prisma de argila do reino sírio deTikunani. Os primeiros trabalhos de tradução levaram ao anúncio de que o texto pode finalmente conter a identidade há muito procurada dos enigmáticos habirus, povo que alguns acreditam estar relacionado aos hebreus bíblicos. • Há notícias de que satélites, utilizando-se de raios infravermelhos, localizaram o desaparecido rio Pisom. Há muito enterrado pelas areias do deserto, seu antigo curso pôde ser traçado pelo satélite no leito de Farouk El-Baz, que corre de Hijaz, no Oeste da Arábia, até o Kuwait. Esse rio, junto com os bem conhecidos Tigre e Eufrates, ajuda a definir a localização do jardim do Éden na Bíblia (Gn 2.11). • E, falando no jardim do Éden, chega de Israel a notícia de uma serpente fossilizada com pernas traseiras bem desenvolvidas encontrada numa pedreira. A descoberta de uma cobra com pernas dá relevância à história da serpente descrita no relato da tentação, no livro de Gênesis (Gn 3.1-15). • Já ouviu falar nos misteriosos essênios? Cinquenta tumbas descobertas recentemente em Beit Safafa, sudoeste de Jerusalém, podem ser a primeira evidência dessa comunidade perdida. Crê-se que um grupo de essênios habitou Qumran e produziu os manuscritos do mar Morto. As tumbas de Jerusalém são do mesmo período e exatamente iguais às de Qumran. Esse achado pode ser o elo que faltava entre Jerusalém e Qumran, resolvendo finalmente o enigma da autoria dos manuscritos do mar Morto. Se esses relatórios são Continue lendo

A seleção dos líderes que Deus quer usar

A seleção dos líderes que Deus quer usar

Qualquer processo humano de seleção apresenta defeitos, até fracassos ocasionais. As críticas ao técnico da seleção brasileira que representou o Brasil nas finais da Copa do Mundo de Futebol da França provam que, mesmo nos esportes, o melhor homem, para aquela função, não tem o apoio de todos os torcedores do time o tempo todo. Em assuntos de importância eterna, a descoberta e a seleção do melhor líder para uma igreja ou uma organização pode ser um trabalho agonizante e paralisador. O desafio deste capítulo tem como foco os importantes passos no processo de seleção e nas características e personalidades que devem ser procuradas em um líder. Procurando um Homem com o Coração de Deus O primeiro passo concentra-se na oração. Em oração, uma pessoa espera em Deus para indicá-la quem ama ao Senhor e verdadeiramente deseja uma vida de intimidade com ele. Da multidão de discípulos que seguiram Jesus foi importante selecionar doze para aprender com ele e sair para pregar (Mc 3.14). Jesus investiu uma noite inteira em oração antes de escolher os doze homens que se tornariam apóstolos (Lc 6.12). Os onze apóstolos oraram para Deus intervir na seleção do sucessor de Judas (At 1.24-26). Foi durante o período de oração e jejum dos principais líderes da Igreja em Antioquia que o Espírito Santo disse: “Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13.2-3). É provável que a seleção de Timóteo para liderar a Igreja depois que os anciãos tinham imposto suas mãos sobre ele e profetizado, foi acompanhada de oração de fé (1Tm 4.14). Procurando um Homem Aprovado Se um líder causou problemas em sua posição anterior, somente uma evidência muito forte, indicando uma mudança para melhor, será o sinal de uma boa escolha. Uma denominação evangélica no México colocou como regra para a ordenação vários passos necessários para o pastorado. Somente os homens que tivessem cruzado, de forma bem-sucedida, esses passos passariam pela ordenação. Os passos são os seguintes: 1) Se um jovem alegasse ter recebido o chamado ao ministério, ele seria solicitado a investir um ano evangelizando e distribuindo folhetos evangelísticos. 2) Se ele demonstrasse certa habilidade em convencer pessoas a considerarem Cristo, ele, então, seria solicitado a começar uma congregação ou um ponto de pregação. Se ele fosse bem sucedido em trazer um grupo de pessoas para regularmente adorar a Deus e ouvir a sua Palavra, ele poderia prosseguir ao terceiro passo. 3) Ele seria solicitado a servir como assistente de um pastor. Assim, poderia aprender não somente os segredos de um ministério bem sucedido, como também, o pastor poderia avaliar sua atitude de servo por um ano. 4) Com a confirmação do pastor, ele era, então, obrigado a completar o curso de seminário ou escola bíblica. 5) Após o término bem-sucedido dos seus estudos teológicos, ele seria submetido a uma série de três dias de perguntas feitas por pastores. Se estes finalmente ficassem convencidos de que ele tinha as qualidades e o conhecimento necessário para o Continue lendo

O desafio da interpretação bíblica

O desafio da interpretação bíblica

Temos, portanto, a responsabilidade de procurar conhecer a verdade conforme exposta na Palavra de Deus. Isto é imprescindível para nossa própria vida espiritual e para ajudarmos eficazmente os outros. Quando transmitimos a Palavra de Deus, seja em aconselhamentos individuais, seja ensinando na escola dominical ou num grupo de estudo bíblico, seja pregando, o conhecimento que passamos, com base no nosso entendimento das Escrituras, sem dúvida alguma influenciará outras pessoas. Suas vidas estão em nossas mãos. Quando a Bíblia não é interpretada corretamente, a teologia de um indivíduo ou de toda uma igreja pode ser desorientada ou superficial, e seu ministério, desequilibrado. O processo de entendimento da Bíblia dura a vida toda. Ao estudar a Palavra, você se pergunta: “Que quer dizer isso? Esse conceito está certo? Por que está ou por que não está? E essa interpretação? É válida?”. Ao ouvir sermões e mestres, você sempre esbarra na seguinte indagação: “O que ele está dizendo sobre a Bíblia é certo?”. Quando discute a Bíblia com outras pessoas, você enfrenta a dúvida sobre qual dentre várias concepções melhor reflete o significado do texto em questão. A tentativa de descobrir o verdadeiro sentido de uma passagem é um desafio intelectual e espiritual fascinante. E, quando você compartilhar a Palavra de Deus, as pessoas vão perguntar-lhe: “Que quer dizer esse versículo? Como devemos entender essa passagem?”. Em virtude do vasto conteúdo da Bíblia e da diversidade literária que nela se contém, a hermenêutica é um campo de estudos que encerra inúmeros problemas e questões.  Por exemplo, como saber se uma passagem foi escrita apenas para o público-alvo original ou se também se destina às gerações subsequentes? Uma passagem pode ter mais de um significado? Nesse caso, como descobri-los? Será que alguns dos autores da Bíblia escreveram coisas acima de seu entendimento? A Bíblia é mais do que um livro humano? Se é também um livro divino, como isso influencia nossa interpretação de passagens diversas? De que forma devemos interpretar os diferentes provérbios das Escrituras? Eles têm aplicação universal? Se acreditamos em interpretação literal, como ela influi em nossa compreensão das figuras de linguagem? Se a Bíblia contém figuras de linguagem, então toda ela deve ser interpretada num sentido “espiritual” ou místico? Como entender as profecias? Visto que existem interpretações divergentes das profecias bíblicas, como vamos saber qual mais provavelmente é a correta? Por que o Novo Testamento faz citações do Antigo que aparentemente revelam um sentido diferente do que se lê neste? Como passar da interpretação à aplicação? Fonte: A interpretação Bíblica – Meios de descobrir a verdade da Bíblia. Roy B. Zuck Tradução de Cesar de E A. Bueno Vieira edições vida nova. pags: 15-16

A importância dos documentos originais inerrantes

A importância dos documentos originais inerrantes

A importância dos documentos originais inerrantes Agora, depois de termos firmado a inerrância dos manuscritos originais das Escrituras como elemento essencial que comprova sua autoridade divina e, portanto, inerrante também, precisamos tratar do problema real do completo desaparecimento dos documentos originais. Nem mesmo os melhores e mais antigos manuscritos que possuímos estão totalmente livres de erros de transmissão. Vez por outra, os números não são bem copiados, os nomes próprios ficam mutilados e também ocorrem os mesmos tipos de falha que aparecem em outros documentos antigos. Nesse sentido — e só nesse sentido — pode-se dizer que até mesmo os melhores documentos manuscritos do A.T hebraico e aramaico e do N.T grego não estão totalmente isentos de erro. Não que contenham erros de fato ou informações imperfeitas que não possam ser retificadas pelo exercício adequado da ciência da crítica textual. Mas, considerando que erros de cópia ocorrem até mesmo nos melhores manuscritos, é tecnicamente verdade que não existem originais isentos desse tipo de erro. Ora, se não possuímos os manuscritos originais livres de erro, os quais originaram o texto da Bíblia que nos foi transmitido, por que não nos contentarmos com as cópias não totalmente isentas de erros, aceitando o fato indubitável de que Deus não julgou ser a inerrância tão vital para a revelação escrita que ele preservou para nós? Qual a vantagem de discutir a respeito de uma compilação de manuscritos que já não existem? Não seria uma questão puramente acadêmica, do tipo mais obscuro, um assunto que com toda a certeza não deveria causar divisões entre os evangélicos? Colocar a questão sob esse prisma é o mesmo que distorcer o assunto básico em discussão, de maneira que também nos desviará dele completamente. Já vimos que Cristo considerava os registros documentais — as declarações dos autores do A.T — exatos, dignos de toda a confiança, quer tratassem de teologia, quer de história, quer de ciência. É isso o que na verdade constitui o cerne da questão. O que estamos discutindo é o nível de veracidade, e não a infalibilidade técnica na arte dos escribas. Do copista que inadvertidamente errou na grafia de alguma palavra de João 3.16 não se pode dizer que introduziu algum erro no sentimento ou na mensagem desse versículo sobre a salvação, ainda que possa ter escorregado na ortografia. Quando se versa sobre a inerrância das Escrituras, o que consideramos essencial não é o erro tipográfico, mas algo muito mais importante. Em resposta a esse desafio, apresentamos as seguintes considerações: 1. A integridade das Escrituras como revelação de Deus plena de autoridade liga-se à inerrância dos manuscritos originais. É impossível que um Deus santo e justo tenha inspirado alguém a tornar-se autor de um livro das Escrituras e que ele escrevesse algo que em qualquer nível esteja repleto de elementos desorientadores ou falsos. Aquele que julga toda a perversidade e engano jamais se inclinaria a favor do uso ou da tolerância da falsidade no registro de sua revelação falada ou de fatos históricos e científicos Continue lendo

A interpretação da Bíblia é essencial para sua aplicação correta.

A interpretação da Bíblia é essencial para sua aplicação correta.

A interpretação deve apoiar-se primeiramente na observação e, depois, conduzir à aplicação. Ela é um meio que visa a um fim, não um fim em si mesma. O objetivo do estudo da Bíblia não se limita a apurar o que ela diz e o seu significado; inclui a aplicação dela à vida. Se não aplicarmos as Escrituras, estaremos encurtando o processo como um todo e deixando incompleto o que Deus deseja que façamos. É bem verdade que a Bíblia nos fornece muitos fatos acerca de Deus, de nós mesmos, do pecado, da salvação e do futuro, os quais precisamos conhecer. Nela buscamos informação e entendimento, e é assim que deve ser. Mas a questão é o que fazer com essa informação e esse entendimento. A interpretação é a etapa que nos transporta da leitura e da observação do texto para a aplicação e a prática. O estudo bíblico é uma atividade intelectual por meio da qual procuramos compreender o que Deus diz. Contudo, deve ir além disso e incluir a disciplina espiritual, por meio da qual procuramos colocar em prática o que lemos e compreendemos. O verdadeiro objetivo do estudo da Bíblia é a assimilação íntima, não a simples percepção mental. Somente assim o crente pode crescer espiritualmente. A maturidade espiritual, que nos toma mais semelhantes a Cristo, não decorre apenas de um conhecimento mais amplo da Bíblia. Resulta de um conhecimento mais amplo da Bíblia e de sua aplicação às nossas necessidades espirituais. Paulo visava a esse objetivo para que pudesse incentivar e ensinar outros a se tomarem maduros em Cristo (Cl 1.28). Pedro também escreveu que devemos desejar “ardentemente […] o genuíno leite espiritual, para que por ele [nos] seja dado crescimento para [nossa] salvação” (1 Pe 2.2). Paulo escreveu que “o saber ensoberbece” (1 Co 8.1). Jesus disse aos líderes judeus de sua época: “Examinais as Escrituras…” (Jo 5.39); mas logo acrescentou que todo aquele estudo era inútil, porque eles se recusavam a chegar a ele para terem vida (v. 40). Uma passagem clássica sobre a inspiração das Escrituras é 2 Timóteo 3.16. Entretanto, quase todo esse versículo e o seguinte falam da utilidade das Escrituras. Elas devem ser usadas “para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. Uma coisa é lermos 2 Timóteo 1.9, prestando atenção ao fato de que Deus “nos chamou com santa vocação”, e compreendermos que santidade é uma vida de pureza e piedade, concretizada pela obra santificadora do Espírito Santo. Outra coisa, no entanto, é lidarmos com o pecado em nossas vidas a ponto de realmente levarmos uma vida santa. Uma coisa é estudarmos o que as Escrituras asseveram sobre a volta de Cristo, em passagens tais como 1 Tessalonicenses 4.13-18 e 1 Coríntios 15.51-56. Mas outra é nos apoiarmos nesses fatos e transcendê-los a ponto de amar sua aparição (2 Tm 4.8), ou seja, ansiar e aguardar com Continue lendo

Por que a interpretação bíblica é importante?

Por que a interpretação bíblica é importante?

É essencial para a compreensão e para o ensino correto da Bíblia. Precisamos conhecer o significado da Bíblia a fim de podermos descobrir sua mensagem para nossos dias. Devemos compreender seu sentido para a época antes de percebermos seu significado para hoje, Se descartarmos a hermenêutica (ciência e arte de interpretar a Bíblia), estaremos passando por cima de uma etapa indispensável do estudo bíblico e deixando de nos beneficiar dela. A primeira etapa, que é a observação, consiste na pergunta: “Que diz o texto?”. A segunda etapa, a interpretação, indaga: “Que quer dizer?”. A terceira, a aplicação, questiona: “Como se aplica a mim?”. Talvez a interpretação seja, das três etapas, a mais difícil e a que mais tempo consome. E, no entanto, quando o estudo bíblico é reduzido neste aspecto, pode-se incorrer em erros graves e em resultados distorcidos. Certas pessoas “adulteram a Palavra de Deus” intencionalmente (2 Co 4.2). Outras há que até mesmo “deturpam” as Escrituras “para a própria destruição deles” (2 Pe 3.16). Outros, por sua vez, interpretam a Bíblia erroneamente sem o saber. Por quê? Por não darem a devida atenção aos princípios em causa na compreensão das Escrituras. Nos últimos anos, vemos um interesse crescente pelo estudo bíblico informal. Muitos grupos pequenos reúnem-se em casas ou nas igrejas para debater a Bíblia — o que quer dizer e como aplicar sua mensagem. Será que os integrantes desses grupos sempre chegam ao mesmo entendimento da passagem estudada? Não necessariamente. Alguém pode afirmar: “Para mim, este versículo quer dizer isto”; já outro pode retrucar: “Para mim, o sentido não é esse; é este aqui”. Estudar a Bíblia dessa forma, sem as diretrizes apropriadas da hermenêutica, pode gerar confusão e interpretações que se encontram até em inequívoco desacordo. Será que Deus pretendia que a Bíblia fosse tratada dessa forma? Se conseguimos manipulá-la para extrairmos o sentido que desejamos, como pode ser um guia confiável? O que não falta são interpretações divergentes de inúmeras passagens. Por exemplo, uma pessoa lê João 10.28 — “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da minha mão” — e entende que esse versículo está ensinando a segurança eterna. Já a explicação que outros oferecem sobre o mesmo versículo é que, apesar de não se poder retirar um cristão das mãos de Deus, o próprio crente pode fazê-lo se persistir no pecado. Alguns são de opinião que a declaração de Paulo, em Colossenses 1.15, de que Cristo é “o primogênito’de toda a criação”, significa que ele foi criado. Outros, por sua vez, entendem por esse versículo que, como acontece com o primogênito de toda família, ele é o Herdeiro. Alguns cristãos praticam o chamado “falar em línguas” com base em 1Coríntios de 12 a 14. Já outros leem os mesmos capítulos e entendem que tal prática limitava-se à era apostólica sem aplicar-se à atualidade. Naum 2.4 — “Os carros passam furiosamente pelas ruas, e se cruzam velozes pelas praças…” — já levou à conclusão de que se trata de uma Continue lendo

A confiabilidade das Escrituras Sagradas

A confiabilidade das Escrituras Sagradas

A impressionante confiabilidade do texto que recebemos das Escrituras Sagradas Por que não temos em mãos agora algumas cópias fiéis dos originais infalíveis? Porque a produção de uma cópia perfeita, até mesmo de um único livro, está tão longe da capacidade de um escriba humano que se torna necessário o Senhor Deus realizar um milagre para que se produza tal cópia. Ninguém pode esperar que o mais cuidadoso dos copistas seja capaz de reunir infalibilidade técnica para transcrever um documento original e assim produzir uma cópia idêntica. Não importa quão preocupado esteja com pingar todos os is, com cortar todos os tês e com evitar confusão entre parônimos, homônimos, homógrafos e homófonos (como “vultoso” e “vultuoso”, “Saul” e “Saulo”, “conhecer” [saber] e “conhecer” [copular], “laço” e “lasso”), acabará cometendo um deslize, ainda que involuntário. Nada senão a intervenção divina pode impedir o erro e garantir uma cópia inteiramente isenta de engano, neutralizando a propensão humana para o deslize na pontuação ou na grafia. Permanece, porém, o fato importante de que a comunicação perfeita é possível, a despeito dos erros técnicos de um original. A verdadeira questão diz respeito a erros de um copista: um eventual acúmulo de deslizes resultaria em obscuridade ou na perversão da mensagem que se pretendeu passar originalmente? Críticos textuais bem treinados, trabalhando com base em metodologia sadia, são capazes de retificar praticamente qualquer má informação resultante de um erro em qualquer manuscrito. Entretanto, no caso de documentos em que o ato de copiar foi realizado com a intenção deliberada de alterá-los ou com o desejo pessoal do copista de pervertê-los, é bem possível que a mensagem original fique alterada para sempre, sem que se possa recuperar. A questão que se relaciona ao texto da Bíblia concentra-se nos dados da crítica textual. Existiria alguma prova objetiva da parte dos manuscritos das Escrituras de que os 66 livros nos foram transmitidos num grau de exatidão que nos garanta terem sido as informações contidas nos originais preservadas com perfeição? A resposta é um SIM bem grande. Contrastando com a maior parte de outros documentos antigos que sobreviveram em múltiplas cópias (tais como o Conto de Sinuhe, egípcio, ou a “pedra de Behistun”, inscrição trilíngüe de Dario I), a verificação cuidadosa de muitas centenas de cópias manuscritas do século III a.C. até o século VI d.C. apresenta uma quantidade espantosamente limitada de variações na redação. Na verdade, os melhores especialistas da crítica textual reconhecem desde tempos antigos que, havendo qualquer variante que seja comprovada de modo aceitável e tomada do aparato no rodapé da página, a fim de substituir o texto aceito do manuscrito-padrão original, isso de modo algum indica alterações significativas na doutrina ou na mensagem. Essas poucas variações só podem ser explicadas como o resultado de medidas especiais de controle, as quais seriam exercidas por Deus, o inspirador dos manuscritos originais, tendo ele assegurado a sua preservação, para benefício de seu povo. Um grau de desvio tão sério que alterasse o sentido redundaria na impossibilidade de se atingir os Continue lendo

O valor da inerrância Bíblica

O valor da inerrância Bíblica

Por toda a história da igreja, tem ficado claríssimo e bem entendido que a Bíblia, como Deus no-la concedeu, está livre de erro. À exceção dos grupos heréticos que romperam com a igreja, presumia-se que as Escrituras eram dotadas de total autoridade e dignas de confiança em tudo quanto afirmavam ser factual, quer se tratasse de teologia, quer de história, quer de ciência. Nos dias da Reforma protestante, assim afirmou Lutero: “Quando as Escrituras falam, Deus fala”. Até mesmo seus oponentes católicos romanos tinham essa convicção, embora tendessem a colocar a tradição eclesiástica quase no mesmo nível de autoridade da Bíblia. Desde os dias dos primeiros gnósticos, com quem Paulo contendeu, até o advento do deísmo, no século xviii, não se manifestavam dúvidas com respeito à inerrância das Escrituras. Até mesmo unitaristas como Socíno e Miguel de Serveto baseavam sua posição na infalibilidade das Escrituras. O advento do racionalismo e do movimento deísta, no século xviii, conduziu à modificação drástica da posição de inerrância atribuída à Bíblia. Logo se demarcaram as linhas de separação, com nitidez, entre os deístas e os defensores ortodoxos da fé cristã histórica. Crescente aversão ao sobrenatural dominou a liderança intelectual do mundo protestante durante o século xix, e esse espírito cedeu lugar à “crítica histórica”, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Passou-se a supor que a Bíblia era uma coleção de sentimentos religiosos, compostos por autores humanos, completamente separados e isentos da inspiração de Deus. Se havia um poder tal como o Ser supremo, deveria tratar-se de uma força impessoal que permeia o Universo (perspectiva panteísta) ou que então estaria tão longe do homem a ponto de ser considerado totalmente outro e, como tal, inteiramente incogniscível (a alternativa de Kierkegaard). No máximo, as Escrituras poderiam oferecer apenas um tipo de testemunho que não se poderia comprovar e apontariam para a Palavra viva de Deus. Mas essa realidade jamais poderia ser adequadamente captada ou formulada como verdade proposicional. Na primeira metade do século xx, traçaram-se com clareza as linhas que separavam os evangélicos ortodoxos dos que se opunham à inerrância escriturística. Os teólogos da crise (cujas perspectivas a respeito da revelação encontravam raízes em Kierkegaard) e os liberais, ou modernistas (que subordinavam a autoridade das Escrituras à autoridade da razão humana e da ciência moderna), rejeitaram de modo completo a doutrina da inerrância bíblica. Todos quantos se considerassem evangélicos, quer se intitulassem a si mesmos “fundamentalistas”, quer não, cerraram fileiras para insistir que o at e o nt, como nos foram dados originariamente, estavam isentos de erro de qualquer tipo. Entretanto, na segunda metade do século passado, surgiu uma nova escola, a dos “revisionistas”, que ficou em preeminência, a qual assume uma postura de desafio frente à inerrância bíblica e, ao mesmo tempo, proclama ser verdadeira e integralmente evangélica. A crescente popularidade dessa posição resultou no abandono, por parte de grande número de seminários, antes evangélicos tradicionais, da posição histórica a respeito da inerrância da Bíblia, a qual até então mantinham — e isso até Continue lendo

A Arqueologia e a Arca

A Arqueologia e a Arca

A presença poderosa da Arca da Aliança serviu para dividir o rio Jordão, derrubar os muros de Jerico, destruir as cidades dos filisteus e matar israelitas irreverentes. Com esse tipo de história, a arca foi destinada a se tornar o objeto central dos roteiros escritos para filmes hollywoodianos. Lamentavelmente, isto fez com que algumas pessoas consignassem este artefato antigo ao campo da superstição sagrada. Além disso, há estudiosos que vêem a arca como simples criação literária, uma peça de ficção religiosa projetada para dramas teológicos. Outros afirmam que os exércitos de outras culturas antigas do Oriente Próximo levavam imagens dos seus deuses para as batalhas, e, por isso, são de opinião de que os israelitas tomaram emprestado ou compartilharam esta mitologia regional, tendo sua própria versão desta prática pagã (a arca) para situações difíceis. Pelo contrário, a narrativa bíblica demonstra a singularidade teológica da arca em relação a outras culturas. Ademais, os arqueólogos têm encontrado artefatos que são paralelos à arca, gerando credibilidade à possibilidade de sua existência. A arqueologia também conseguiu fazer uma descrição da arca que é compatível com os dados bíblicos. Primeiramente, vamos considerar a descrição bíblica da arca e, depois, examinaremos exemplos arqueológicos que ilustram seu desígnio. A descrição da Arca A Arca da Aliança (ou Arca do Testemunho) tinha a forma de caixa retangular, medindo aproximadamente 1,20 metros de comprimento, 60 centímetros de altura e 60 centímetros de largura. Este design está indicado pela palavra hebraica aron, que significa “caixa” ou “cofre”. A palavra portuguesa arca vem do latim e também significa “cofre”. O miolo da arca era feito de madeira de acácia (ou de cetim), o que atesta sua origem desértica, visto que árvores de acácia são nativas da região do Sinai. Esta madeira tem tamanha durabilidade que na versão grega do Antigo Testamento, chamada Septuaginta, a palavra é traduzida por “incorruptível” ou “não deteriorável”. Justaposta a esta madeira imperecível havia uma camada de ouro, aplicada para proteção prática e simbolismo religioso. Segundo certa fonte, a madeira era dourada (ou seja, folhada a ouro). Outras fontes informam que o texto hebraico indica que havia caixas finas de ouro no interior e no exterior do repositório da madeira original, formando algo como uma “caixa chinesa”. Desta forma, a arca pode ter sido um recipiente de três camadas (uma caixa de ouro, mais uma caixa de madeira, mais uma caixa de ouro). A porção superior da arca tinha um tabuão de ouro de construção especial chamado “propiciatório” (em hebraico kapporet, “cobertura”). Este tabuão servia como tampa plana para a caixa e encaixava-se numa beira ou “coroa” de ouro que circundava o topo dos quatro lados da caixa exterior e ajudava a manter a tampa no lugar. Esta característica impedia que a tampa caísse acidentalmente e expusesse o conteúdo da arca quando transportada. Em cima da tampa de ouro havia um par de seres alados de nome “querubim”. Tudo isso formava uma peça maciça de ouro. Será que esta é uma descrição fidedigna de um verdadeiro objeto Continue lendo

A arqueologia e a profecia

A arqueologia e a profecia

A arqueologia muito revelou do contexto social e político no qual os profetas proferiram suas profecias arrebatadoras. Entender este contexto dá nova dimensão à realidade e significado do texto bíblico. Este sentimento foi expresso pelo arqueólogo William Dever que, numa entrevista, compartilhou estas palavras: Para mim, a grande emoção a respeito da arqueologia é que ela me permite ler a Bíblia de uma nova perspectiva. Quando leio uma descrição sobre a vida diária em um dos livros proféticos, não estou pensando naquele momento apenas no que o profeta está dizendo, mas estou pensando no século VIII a.C., como era realmente para o israelita comum. Quando leio o texto, eu o leio com uma sensibilidade e compreensão que só um conhecimento da arqueologia pode dar ao texto. O texto torna-se vivo para mim de uma maneira diferente. Contudo, nem todo o mundo partilha do entusiasmo de Dever. Ainda que Dever preocupa-se menos com a palavra dos profetas do que com o mundo deles, não obstante, reconhece que a arqueologia revela que a palavra teve um contexto histórico demonstrável. Para o crente na Bíblia, tal percepção inclui evidências da revelação sobrenatural de Deus na história. Para o cético, porém, nosso mundo é um sistema fechado, no qual não existe a possibilidade de intervenções divinas contrárias à ordem natural observável. Para eles, parece inimaginável que alguém acredite que eventos possam ser preditos, muito menos cumpridos. Mas não se pode fugir do fato de que as páginas da Bíblia estão cheias de profecia. Do Gênesis ao Apocalipse, quase todos os livros registram alguma predição de eventos futuros, centenas já se cumpriram e muitas outras ainda aguardam a realização. Estas profecias não estão pintadas com largas pinceladas, mas com detalhes sutis. Isto posto, a disparidade de somente algumas terem-se cumpridas por casualidade é tão astronômica, que têm de desafiar os céticos a considerar o retrato sobrenatural que elas apresentam. E como parte da história, os eventos profetizados, embora originários do sobrenatural, ainda podem se revelar nas pedras. O período dos profetas O período no qual os profetas bíblicos dizem ter ministrado à nação israelita está apoiado por numerosas evidências de inscrições e de importância histórica. Sem mostrar deferência a pessoas, os profetas chamaram igualmente reis e cidadãos para prestar contas, desviando-os da idolatria quando atendiam as advertências de Deus, mas sofrendo com eles no exílio quando resistiam ao gesto de Deus. A arqueologia pode apresentar as razões práticas que provocaram tais indiciações proféticas, revelar os lugares que eram o assunto das profecias e identificar as pessoas que fizeram ouvido de mercador para com as predições. Deste modo, a arqueologia oferece algumas evidências para a realidade da profecia em si. O propósito da profecia No antigo Oriente Próximo, onde todas as culturas circunjacentes a Israel tinham múltiplas deidades, o contexto da fé de Israel era muitas vezes uma competição entre deuses nacionais. Nesta batalha pela crença, o deus cujas colheitas fossem abundantes, ou de cujo exército saísse vitorioso, era considerado o mais poderoso. No aspecto teológico, Continue lendo

A profecia sobre Ciro

A profecia sobre Ciro

A pessoa e carreira de Ciro II são bem conhecidas pelos registros históricos de Heródoto em Guerras Persas, Xenofonte nas Crônicas de Nabonido e na Narrativa em Versos Persas. Sua primeira campanha militar contra Creso, rei da Lídia, em 546 a.C., também está implícita na predição de Isaías (Is 45.3). Então, em 12 de outubro de 539 a.C., Ciro lançou uma invasão contra Nabonido, rei da Babilônia. Tanto Heródoto quanto Xenofonte descrevem como Ciro sitiara a cidade, mas sua ação fora escarnecida pelos babilônios, que tinham acumulado anos de reservas, pois há muito esperavam uma invasão persa. A arrogância dos bem abastecidos babilônios está retratada no livro de Daniel. Este profeta registrou que mais de mil nobres atenderam um grande banquete, enquanto Ciro e seu exército estavam acampados fora dos muros da cidade (Dn 5.1), fato também notado por Heródoto em Xenofonte. Aqui Daniel não menciona Nabonido, mas o filho dele, Belsazar, cuja função foi confirmada pela descoberta arqueológica de uma inscrição cilíndrica num dos quatro cantos do zigurate em Ur. Nesta inscrição de Nabonido, pertencente ao século VI a.C., Belsazar é chamado de filho primogênito de Nabonido e acha-se incluso na oração do rei, ato reservado somente à realeza. No banquete de Belsazar foram usados alguns dos utensílios sagrados do Templo de Jerusalém, talvez para mostrar que os deuses da Babilônia eram superiores no propósito de fomentar a moral cívica (Dn 5.2-4). Esta ação era em si profética dos eventos futuros, visto que Ciro foi profetizado como aquele que derrotaria a Babilônia e restituiria esses utensílios (Ed 1.7- 11; Is 52.11,12). Depois de Daniel ter interpretado a misteriosa escrita que apareceu na parede durante o banquete, ele profetizou que a Babilônia cairia diante de Ciro (Dn 5.28). Daniel observou que esta profecia foi cumprida “naquela mesma noite”, quando o exército persa invadiu a cidade num ataque surpresa. Na descrição que Heródoto e Xenofonte fizeram sobre como tudo aconteceu, eles confirmam a declaração de Daniel de uma invasão rápida e inesperada. Esses historiadores registram que o ataque veio depois que o exército persa desviou o curso das águas do rio Eufrates, o que fez com que o nível do rio sob os muros da cidade baixasse, tornando o leito do rio acessível às tropas. Desta forma, Ciro subiu ao trono e cumpriu a profecia a longo prazo de Isaías e a profecia a curto prazo de Daniel. O decreto de Ciro No primeiro ano do seu reinado (538 a.C.), Ciro emitiu o decreto que permitiu aos judeus cativos voltarem a Jerusalém e reconstruírem o Templo: O SENHOR, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a Casa do SENHOR, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém. E todo aquele que ficar em alguns lugares em Continue lendo