O objetivo desse post é ajudar pessoas interessadas em estudar teologia fora do Brasil. Ele pode ser útil para pessoas de outras áreas também, mas o foco são os estudos teológicos. O post é escrito a partir das minhas experiências e de outros conhecidos e, portanto, não traz regras infalíveis, mas dicas que podem ajudar a tornar as coisas mais claras e possíveis. . Vocação  . Sempre que converso com alguém sobre estudar fora do país ou sobre fazer um mestrado ou doutorado teológicos no Brasil mesmo, faço a seguinte pergunta: por que você quer estudar teologia em nível acadêmico? A primeira questão é sempre a do coração: quais são as motivações boas e más que te levam a esse interesse? Será que essa é a vontade de Deus para a tua vida? Se o motivo for financeiro ou estabilidade, não é uma escolha inteligente! Se o motivo for ganhar destaque pessoal, glória e construir o próprio reino, Deus será o juiz. Se o motivo for se esconder de pessoas atrás de livros, você deveria considerar outra vocação. Assim, quais motivos justificam fazer uma pós-graduação? Sentir-se chamado por Deus para ter um ministério acadêmico e por meio dele abençoar vidas, seja na igreja, seja em alguma instituição de ensino ou em ambas. Deus chama, capacita, levanta pessoas e instituições para confirmar a vontade dele e abre portas. Considere a possibilidade de ser um ótimo pastor em igrejas locais. Olhe e converse com pastores que estão felizes e realizados no ministério pastoral (conheço vários). Considere a possibilidade de fazer especializações que te habilitem para ser um melhor pastor. Considere, por exemplo, o Doutorado em Ministério, que dá tantas ferramentas praticas para o pastor. Converse com seus professores, irmãos maduros na fé e autoridades eclesiásticas antes de dirigir sua vida para a área acadêmica.  . Coração de Pastor  . Os professores de teologia (que Calvino chamada de doutores da igreja) não são mais importantes do que pastores de igrejas locais, apenas são pastores que tem uma atuação diferente para o bem do corpo, assim como os missionários. É necessário que o professor tenha coração de pastor, assim como é necessário que o pastor seja um bom professor. Louvo a Deus por ter ouvido o Rev. Dr. Hermisten, que me aconselhou a ter um tempo no pastorado primeiro antes de fazer um mestrado em teologia. Louvo a Deus pela vida de tantos professores que demonstraram um grande coração pastoral em todos os níveis acadêmicos que estudei. O professor precisa ser pastor (ainda que não atue em uma igreja local), o pastor precisa ser um professor, mas não necessariamente um acadêmico de teologia.  . Currículo  . Uma vez que você tenha entendido que realmente é a vontade de Deus que você invista em estudos teológicos acadêmicos avançados (quanto mais cedo melhor), você deve investir de maneira especial em algumas áreas. As suas notas de bacharelado e de qualquer outro grau acadêmico importam muito. As universidades/seminários vão avaliar a sua média global em cursos anteriores. Continue lendo

Título do Livro O título “Gênesis”, que significa literalmente “começo” e vem da palavra grega “γενέσις[1]”. Esse título foi dado ao livro pela tradução grega do Velho Testamento, chamada Septuaginta[2]. O título hebraico para esse livro é retirado das primeiras palavras do livro: “berēshith” e significa “no princípio”. Esse título é certamente apropriado, pois além de demonstrar o princípio do universo, do homem e do povo de Deus, Gênesis também “prepara o terreno para a plena compreensão da fé bíblica[3]”. O Autor do Livro[4] Enquanto nenhuma declaração é dada sobre quem teria escrito esse livro, a tradição sempre tem dito que o autor desse livro é Moisés. Evidências para isso tem-se encontrado: (1)    No Novo Testamento normalmente atribui Gênesis a Moisés: indicação desse fato é que em Jo.7.23 Jesus afirma que a circuncisão, que é apresentada em Gn.17.12, faz parte da Lei de Moisés. Mais comum ainda no NT é a declaração do Pentateuco como livro de Moisés Evangelhos: Mt.8.5; 19.19.4-8; Mc.1.44; 7.10; 12.19, 26; Lc.2.22; 5,14; 20.37; Jo.1.17, 45; 7.19, 22-24; 8.5; Atos: At.3.22; 7.44; 13.39; 15.5; 28.23; Paulo: Rm.10.5; 10.19; 1Co.9.9; Autor de Hebreus: Hb.9.19; 10.28. (2)    No Antigo Testamento também parece atribuir a autoria do Pentateuco (Tora) a Moisés: Livros Históricos: Js.1.7-8; 8.31-32; 1Re.2.3; 2Re.14.6; 21.8; Ed.6.18; Ne.13.1; Profetas: Dn.9.11-13; Ml.4.4. O próprio Pentateuco aponta para esse fato: Ex.17.14; 24.4-8; 34.27; Nm.33.1-2; Dt.31.9, 22. (3)    Além disso, o autor do Pentateuco demonstra conhecer detalhes tão particulares da história que só uma testemunha ocular poderia saber: Quantidades específicas de fontes e árvores (Ex.15.27) Detalhes específicos do povo em ocasiões específicas (Nm.2.1-31) Detalhes da alimentação (Nm.11.7-8) (4)    O conhecimento que o autor do Pentateuco apresenta sugere ele não poderia ser alguém de séculos mais tarde[5]: Conhecimento da Geografia (Gn.13.10; Gn.33.17) Conhecimento de costumes específicos (Gn.16.1-3; Gn.41.41-43) Moisés era alguém habilitado para ter essas informações (At.7.22) Se alguém duvidar da autoria Mosaica do Pentateuco ou de Gênesis, deve atribuir também ou falsidade ou erro, tanto dos textos do Velho, como do Novo Testamento. Em outras palavras, os profetas, escritores, apóstolos e o próprio Jesus Cristo deveriam ser considerados ou falsos ou equivocados. Portanto, “a autoria de Gênesis é atribuída a Moisés, mais provavelmente durante a jornada do Egito para Canaã, com o uso de fontes que tivesse à disposição, quer orais quer escritas, debaixo do ministério orientador do Espírito de Deus[6]”. Estrutura e Conteúdo do Livro Uma das características marcantes do livro é a forma como esse livro foi estruturado. Do ponto de vista da história, duas categorias são claramente reconhecidas na estrutura do livro: (1) Nos capítulos de 1.1-11.26 encontramos a história das origens de modo geral e (2) de 11.27-50.26 lemos a história da origem do povo judeu – a história dos patriarcas. Sobre essa estrutura John Hartley diz: “Gênesis 1-11 é um prefácio à história da salvação, tratando da origem do mundo, da humanidade e do pecado. Gênesis 12-50 reconta as origens da história da redenção no ato de Deus escolher os patriarcas, juntamente com as promessas Continue lendo

Mais uma vez, dirijo-me aos pastores. É importante deixar claro que não falo como pastor, mas como ovelha que tem alguns pedidos a fazer. Não falo em tom de superioridade, mas com muito carinho e respeito aos pastores. Tem sido semeada em muitas igrejas – e até em instituições teológicas – a ideia de que ser pastor não é ser teólogo. Antes de qualquer coisa, quero esclarecer que não sou a favor de uma teologia sem espiritualidade, nem de que o conhecimento bíblico apenas, sem que haja uma vida piedosa, seja suficiente. Também não estarei dizendo que não se pode ser pastor sem ter feito algum curso teológico. O ponto não é esse e não entrarei nessa questão. Dito isso, apresento-lhes um fato: não é pequena a quantidade de igrejas que são pastoreadas por homens com raso conhecimento teológico e superficial conhecimento bíblico. Há instituições que carecem profundamente da sã doutrina e do zelo pelas Escrituras. Mas a grande pergunta é: Se isso é um fato, por qual motivo ele existe? Tenho um palpite. Acredito que tudo que deixamos de lado, seja em qualquer área de nossa vida, é porque não consideramos importante (que Deus tenha misericórdia de nós, pois fazemos isso). E, se a teologia tem sido deixada de lado por alguns pastores/igrejas/instituições, é porque ela não tem sido considerada importante. A teologia ortodoxa afirma que o estudo sobre Deus (Theo + logia) deve ser baseado única e exclusivamente na Bíblia. O que me leva a concluir que, quando o estudo teológico é deixado de lado, a própria Escritura também não tem sido considerada importante. Então, surge o ponto central deste meu escrito: É possível ser pastor e não ser teólogo? Minha resposta vai mais além que um simples “não”. O conceito de pastor e teólogo tem sido dicotomizado quando, na realidade, ambos nunca deveriam, nem poderiam ser considerados diferentes com relação ao pastorado. Vejamos o que Efésios 4:11-14 diz: “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro.” Note, no versículo 11, que as expressões “pastores e mestres” estão ligadas. No grego, elas são apontadas por um mesmo artigo. Alguns para apóstolos; Outros para profetas; Outros para evangelistas; E, por fim, outros para PASTORES e MESTRES. Essas últimas expressões, que formam um mesmo grupo – e não dois, caracterizam os dons espirituais de homens que têm a responsabilidade de cuidar e guiar o rebanho. Sim, são os pastores. Mas o que quer dizer Continue lendo

  Um jovem de 18 anos me procurou, dizendo que quer estudar teologia. Ofereci a ele, como resposta, dez conselhos, ou dez passos, como queira, que quem deseja estudar teologia deve atentar: 1. Procure examinar seu coração diante de Deus e se certificar de que sua fé está firmada unicamente na pessoa e obra de Jesus Cristo. 2. Leia as Escrituras rotineiramente. Todos os dias, se puder. Procure estudar particularmente os evangelhos, começando com o evangelho de João. Ore e peça que o Espírito de Deus ilumine seu entendimento da Palavra. 3. Desenvolva o hábito da oração e da confissão de pecados. Busque em Cristo arrependimento, perdão e direção. 4. Desenvolva a santidade: desconfie do velho homem e revista-se de um novo homem, com valores da fé cristã, conforme o ensino da Escritura. Seja ético em tudo que fizer. Seja honesto, verdadeiro, íntegro e um bom exemplo para todos os que convivem com você. Isto é uma luta diária e é uma luta difícil. Você precisará de graça de Deus para isso. 5. junte-se a uma igreja local. Sem igreja, o estudo da teologia é vazio e sem sentido. Não se pode pensar num membro do corpo fora do corpo. A fé cristã ganha expressão na comunidade cristã que é a igreja. Torne-se membro de uma igreja genuinamente evangélica e fique firme nela. Ame a igreja e sirva a igreja. 6. Submeta-se à pregação rotineira da palavra de Deus e não deixe de participar dos cultos de adoração ao Senhor Jesus Cristo. Você precisa disto para crescer na fé e entendimento das Escrituras. 7. Procure aconselhar-se com irmãos mais experientes na fé e, particularmente, com o pastor de sua igreja. 8. Procure estudar bastante. Estou falando da escola e dos livros mesmo. Aprenda uma profissão e se especialize nela. Torne-se um profissional competente, diligente e excelente no que faz. 9. Desenvolva uma cultura de leitura: Leia bons livros cristãos; leia a história da igreja e leia boa literatura clássica; 10. Quando isto for uma realidade concreta em sua vida; quando você estiver fazendo isso por alguns anos, aí sim você deve pensar em estudar teologia. Antes disso, é perda de tempo. Fonte: facebook.com/ProfTiagoSantos    

Por que memorizar as escrituras sagradas? Você já deve ter ouvido de muitas pessoas que é importante memorizar versículos da Bíblia , muitos dizem que devemos fazer isso para usarmos como escape na hora em que as as tentações baterem em nossa porta, para alcançar um nível de intimidade maior com Deus e muitas outras coisas.  Baseado nisto e no vídeo acima separamos uma lista com várias razões para você guardar a Palavra do Senhor em sua mente. 1. Memorizar as escrituras torna a meditação possível: Precisamos guardar a Palavra em nossas mentes para que em ocasiões onde não temos como ler a bíblia, por exemplo, meditar na palavra com o que já temos guardado. E a meditação é o caminho para um entendimento profundo da palavra. Então, se você vai meditar na lei do Senhor de dia e de noite (Sl 1:2), se faz necessária a memorização de um pouco das escrituras em sua mente. 2. Memorizar as escrituras fortalece a minha fé, pois a fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus (Rm 10:17). E isso acontece quando estou ouvindo a palavra em minha mente. 3. Memorizar as escrituras molda o jeito com que eu vejo o mundo, conformando a minha mente de acordo com o ponto de vista de Deus em tudo. 4. Memorizar as escrituras torna a palavra de Deus mais acessível para vencer as tentações do pecado, pois admoestações e as promessas de Deus são o caminho pelo qual vencemos as mentiras enganadoras do diabo. 5. Memorizar as escrituras protege a minha mente, fazendo com que seja mais fácil, para mim,d etectar erros. E o mundo está cheio de erros, pois “o deus deste mundo”(o diabo) é um mentiroso. 6. Memorizar as escrituras me capacita de golpear satanás na face com uma força que ele não pode resistir, para proteger a mim mesmo e a minha família de seus ataques. 7.Memorizar as escrituras fornece a fonte para um relacionamento com Jesus, pois Ele fala conosco através de sua Palavra e em nenhum outro lugar,  De uma forma doce, poderosa, autêntica e real, então nós o respondemos em oração, e se a palavra dEle estiver em nossa mente poderemos conversar com Ele em qualquer lugar.  

Você é um servo de Deus dedicado e sempre desejou aprofundar seus conhecimentos em teologia? É líder em sua igreja ou tem algum ministério e necessita aprofundar-se mais no ensino da Bíblia para melhor servir a Deus e aos irmãos? Tem dificuldades de participar de um curso presencial devido os seus horários serem muito apertados? Não tem condições financeiras para pagar a mensalidade de uma faculdade porque os valores são altos? Ama teologia e gostaria de fazer um bom curso, que fosse acessível e com bom conteúdo? Não perca esta oportunidade de alavancar o seu conhecimento bíblico e teológico! ➜ Mais detalhes clique aqui.

Que 2017 seja um ano de bênçãos pra você e sua família! “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jeremias 29:11) JESUS seja o centro, minha esperança e canção. “Prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3:14)    

Você Pergunta: Meu sonho é ser um pregador da Palavra de Deus. Eu creio que tenho esse dom, pois meu coração arde quando estou pregando a Palavra do Senhor aos outros irmãos. Porém, ainda tenho um pouco de dificuldades de preparar os sermões. Não sei muito bem como preparar e extrair deles as lições como grandes pregadores fazem com tanta facilidade. Existe alguma dica que possa ajudar pessoas como eu que estão começando? Caro leitor, quero lhe dizer que fico muito feliz por esse seu desejo de pregar a Palavra do Senhor. Ouvindo o seu relato eu pude relembrar que eu também sentia (e sinto) meu coração bater mais forte quando o assunto é pregar a Palavra do Senhor, pois esse também é o meu dom espiritual que exercito já há mais de 15 anos. Creio que poderei te dar algumas dicas preciosas que vão te ajudar a melhorar em muito as suas mensagens. Como preparar uma pregação ou sermão bíblico? Passo 1 –  O pregador não nasce pronto Essa dica não tem muito a ver com a parte mais técnica propriamente dita, mas gosto sempre de frisar. Apesar do dom de Deus ser perfeito, nós não somos. Um bom pregador não nasce pronto. Por isso, é muito importante que haja a dedicação ao estudo e às boas práticas espirituais de comunhão com Deus para que o pregador cresça em sabedoria no trabalho da obra do Senhor. Quando observamos as narrativas a respeito de Jesus, vemos que Ele se empenhou (mesmo sendo Deus) para crescer enquanto humano: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lucas 2:52). Assim, nós pregadores não podemos negligenciar o lado espiritual e nem o lado humano do aprendizado, do estudo, da leitura, para que sejamos mais usados por Deus. Passo 2 – Comece orando Parece até muito básico dizer isso, mas muitos pregadores, por estarem muito ansiosos pela preparação da mensagem, esquecem de algo muito importante: gaste um bom tempo buscando a mensagem que Deus quer dar a igreja através de você em oração. Isso é muito importante. Observamos muito claramente na vida de Jesus que, sempre que Ele tinha algo muito importante para fazer, Ele se retirava e orava, buscando em Deus a direção. 50% do sermão é construído em oração perante Deus, ouvindo a voz do Pai e também falando com Ele. Passo 3 –  Escolha do texto bíblico Uma pregação sempre começa em Deus, como vimos no passo 2. Depois ela necessariamente precisa ir para a Palavra de Deus. Pois é na Palavra que está a autoridade, não em nós. Agora é o momento de ouvir a voz de Deus e buscar o texto que Ele deseja que você pregue. Nem sempre isso é tão simples, mas ore e peça a Deus para te dar a direção na escolha do texto bíblico que você deve pregar. Não se desespere se demorar um pouco. Se Deus te chamou para pregar Ele também vai te capacitar, não é Continue lendo